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Chuvas causam novos prejuízos e mobilizam ajuda em Muniz Freire

Força-tarefa reúne esforços para reconstrução, apoio financeiro e assistência a famílias atingidas pelas fortes chuvas

Por Denise Miranda

Muniz Freire voltou a enfrentar dias difíceis após as fortes chuvas que provocaram alagamentos, deslizamentos, queda de estruturas e mais de 500 famílias atingidas. Em meio ao cenário de prejuízos e incertezas, o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), Marcelo Santos, esteve no município para prestar apoio, verificar os estragos e reforçar o compromisso do Legislativo com os moradores afetados.

O prefeito Dito Silva destacou a importância da união de esforços. “É preciso sensibilidade com as pessoas afetadas. O Governo do Estado e o município abraçaram essa causa. Estamos trabalhando dia e noite desde a tempestade”, afirmou.

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O vice-governador Ricardo Ferraço também esteve no município para acompanhar as ações e reforçar o suporte às famílias. Segundo ele, diversas frentes estão mobilizadas para restaurar estruturas públicas, apoiar empreendedores e atender às necessidades emergenciais da população.

Ao caminhar pelas ruas, conversar com moradores e dialogar com lideranças locais, Marcelo Santos buscou compreender de forma direta o que precisa ser feito para acelerar a recuperação da cidade. A presença no território reforçou a importância da escuta ativa e da atuação conjunta entre Estado, Legislativo e gestão municipal para garantir respostas rápidas e eficazes.

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O vice-governador Ricardo Ferraço também esteve no município para acompanhar as ações e reforçar o suporte às famílias. Segundo ele, diversas frentes estão mobilizadas para restaurar estruturas públicas, apoiar empreendedores e atender às necessidades emergenciais da população.

A Defesa Civil Estadual segue auxiliando na organização da resposta, liberação de vias e preenchimento da documentação necessária para novos auxílios humanitários. Apesar dos avanços, alguns prédios públicos — incluindo as sedes das secretarias municipais de Agricultura, Meio Ambiente, Turismo e Defesa Civil — permanecem interditados.

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Medidas emergenciais

Além do benefício estadual, o município anunciou na quinta-feira (13) um conjunto de medidas voltadas à educação, saúde, agricultura e apoio financeiro. A Escola Municipal Professora Lia Therezinha Merçon Rocha, que sofreu destelhamento e infiltrações, retomou as aulas de forma remota enquanto aguarda obras de reforma e ampliação, orçadas em R$ 6 milhões. As atividades presenciais só retornarão quando houver segurança total para alunos e profissionais.

Na área da saúde mental, será disponibilizado atendimento psicológico gratuito e sem necessidade de agendamento todas as quartas-feiras, às 14h, no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), para atender adultos afetados emocionalmente pelo desastre. O serviço é uma resposta à sobrecarga psicológica enfrentada por muitos moradores após a tempestade.

Impacto das chuvas

A zona rural, uma das mais impactadas, registrou danos em 278 propriedades, com prejuízo superior a R$ 40 milhões. Para auxiliar produtores na obtenção de seguros e créditos emergenciais, a prefeitura, o Incaper e o Senar/ES estão emitindo laudos que comprovam os prejuízos. As perdas se estendem a lavouras de café, estimadas entre 250 e 300 hectares danificados.

Após reunião com bancos e cooperativas, também foram anunciadas linhas de crédito emergenciais com juros reduzidos, prazos estendidos e carência especial. Banestes, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Sicredi, Sicoob e Cresol irão oferecer condições diferenciadas para que moradores e empreendedores possam reconstruir suas atividades e recuperar o impacto financeiro da tempestade.

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Muniz Freire enfrenta mais um ciclo de reconstrução, mas também reafirma sua força coletiva. Com o apoio da Ales, do Governo do Estado, das instituições locais e da própria população, o município segue mobilizado para garantir dignidade, segurança e esperança a quem mais precisa. O compromisso, agora, é reconstruir .

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