Em um estudo que envolveu 4 mil internautas da América Latina, nas idades entre 18 e 64 anos, identificou-se que cerca de 91% deles afirma assistir conteúdos via streaming pelo menos uma vez por semana.
Segundo a mesma pesquisa, realizado pela Magnite, 80% dos brasileiros preferem plataformas online em vez da TV aberta. Além disso, 83% dos usuários desejam o serviço gratuito, o que coloca o YouTube e o Spotify na rota de escolha quando se pensa em consumo de música.
Dados fornecidos pelo YouTube em junho de 2020 revelaram que mais de 2 bilhões de usuários logados assistem a pelo menos um videoclipe todos os meses na plataforma. Igualmente, em abril de 2021, o Spotify anunciou um aumento no primeiro trimestre de 356 milhões de usuários ativos mensalmente, contra 286 milhões do primeiro trimestre de 2020.
Esses dados salientam a expansão do consumo de música pelos streamings gratuitos, o que justifica o aparecimento de músicos independentes com milhares de visualizações nas plataformas. Em tempos onde o sertanejo e o funk carioca são os gêneros de consumo musical majoritários (conforme levantamento do G1 com dados do Spotify em 2020), esse número chama a atenção ao se descobrir que a música é rock e, sobretudo, que o artista em questão é independente.
Deve-se ainda considerar as perspectivas futuras de crescimento de consumo de música no YouTube. Em comunicado no dia 2 de junho de 2021, a plataforma anunciou o pagamento de US$ 4 bilhões à indústria da música nos últimos 12 meses. Lyor Cohen, Head Global de Música do YouTube, afirmou que deste total cerca de 30% são de conteúdo gerado pelo usuário (UGC). Artistas, compositores e detentores de direitos são beneficiados por este montante, o que torna a presença dentro da plataforma atrativa também para quem produz de forma independente, lembrando que até mesmo vídeos de fãs integram nesse faturamento.

