Atividade global desacelerada e cenário de incerteza limitaram repasses de custos e contribuíram para o recuo da inflação em 2025
Por Amanda Amaral
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) encerra 2025 com queda acumulada de 1,05%, tanto de janeiro a dezembro, quanto em 12 meses. Destaque para a baixa do café em grão. Para os especialistas da Fundação Getulio Vargas (FGV), o resultado que reflete um ano marcado pela desaceleração da atividade global e elevada incerteza, fatores que limitaram repasses de custos, impactando, principalmente, os preços ao produtor.
O IGP-M caiu 0,01% em dezembro, invertendo a taxa registrada em novembro (+0,27%). Em dezembro de 2024, o IGP-M registou alta de 0,94% no mês, acumulando uma alta de 6,54% em 12 meses. Vale destacar que o Espírito Santo é um dos maiores produtores de café do Brasil, sendo o maior produtor de conilon do país.
O indicador é composto por: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA – 60%), Índice de Preços ao Consumidor (IPC – 30%) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC – 10%). O de maior peso (IPA) variou -3,35% em 2025, já o IPC e o INCC subiram 4,08% e 6,10%, respectivamente.
Na comparação com o mês imediatamente anterior, contribuíram para a baixa no IGP-M, o leite in natura, que passou de -4,85% para -6,26%. O café em grão também teve queda acentuada, de +3,02% para -1,83%. O tomate registrou -7,89% em novembro e -14,29% em dezembro, e material para instalação de gás, no período avaliado, saiu de -1,55% para -2,16%. Destaque para a alta da banana,-1,61% contra +9,24%, do minério de ferro (0,27% para 2,42%) e das passagens aéreas (de 10,02% para 12,49%).

