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BYD lidera vendas de carros elétricos em fevereiro

Dolphin Mini foi o modelo mais vendido no varejo brasileiro em fevereiro, com 4,1 mil unidades emplacadas.

O Brasil teve pela primeira vez um carro elétrico na primeira colocação em vendas no varejo. Isso aconteceu no mês passado, quando o Dolphin Mini, da BYD, foi o mais vendido nas concessionárias brasileiras, excluindo da conta as vendas diretas a clientes como locadoras de automóveis.

Em fevereiro, foram emplacadas 4,1 mil unidades do modelo da marca chinesa, conforme informação da própria montadora. Os dados oficiais ainda serão divulgados pela Fenabrave, a associação das concessionárias. O Dolphin Mini superou modelos movidos a gasolina ou etanol, que normalmente encabeçam o ranking no varejo, como os utilitários esportivos Tera, da Volkswagen, e Creta, da Hyundai, além da picape Strada, da Fiat.

Se incluídas as vendas diretas, fechadas com descontos para frotas de empresas, Strada, Polo (Volkswagen), Mobi (Fiat), Argo (Fiat) e Onix (Chevrolet) aparecem entre os cinco modelos mais vendidos no mês passado, com o Dolphin Mini na 11º colocação, segundo ranking publicado pela consultoria K.Lume.

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No ranking das marcas, englobando todos os canais de venda e modelos, a BYD ficou em quinto lugar no mês passado, atrás apenas de Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Hyundai. A meta da BYD é liderar o mercado até 2030.

A liderança do Dolphin Mini nas vendas fechadas no showroom está sendo comemorada pela BYD, sobretudo por acontecer num momento em que o modelo completa dois anos desde o seu lançamento oficial no Brasil, em fevereiro de 2024. Durante o período, foram vendidas mais de 62 mil unidades do modelo, cujos preços partem de R$ 119.990.

Projeções da K.Lume apontam para uma participação próxima a 20% das marcas chinesas no mercado de carros de passeio neste ano. Essa fatia já foi de 16,3% em fevereiro, bem acima dos 9,8% do mesmo período do ano passado.

A partir de julho, o imposto de importação de carros híbridos e elétricos vai subir de alíquotas que atualmente variam de 25% a 30%, a depender da tecnologia, para 35%, o que pode incentivar uma corrida às lojas.

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Com informações da Estadão Conteúdo – Economia, Eduardo Laguna

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