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Brasileiros querem estudar no exterior e procura por aulas de inglês aumentam

Essencial para diversos cursos fora do país, domínio do inglês abre portas e melhora o aproveitamento da experiência fora do Brasil

Por Fabio Gabriel

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta) mostrou que viajar para o exterior para praticar um novo idioma, principalmente o inglês, está nos planos de 85,7% dos estudantes brasileiros. Muitos deles, inclusive, já estão realizando esse sonho também em cursos de graduação e pós-graduação. Segundo a OpenDoors, grupo de pesquisa do Institute of International Education (IIE), mais de 16 mil alunos do Brasil estudavam nos Estados Unidos em 2023, a maioria deles em cursos de bacharelado, mestrado e PHD nas áreas de Negócios, Engenharia e Ciências Sociais.

Diante desse quadro, a importância do estudo especialmente da língua inglesa também cresce tanto para abrir portas e gerar oportunidades, visto que a maior parte das agências de intercâmbio e das universidades do exterior exigem conhecimento prévio do idioma e até certificações internacionais, quanto para proporcionar um melhor aproveitamento da experiência.

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Para Danilo Miglio, cofundador e diretor Comercial da English Work, plataforma capixaba de ensino on-line de inglês, o intercâmbio e o estudo no exterior são oportunidades que proporcionam inúmeros benefícios para a vida pessoal e profissional de qualquer pessoa. No entanto, viajar com domínio prévio do idioma, além de ser exigido, evita problemas e permitir desfrutar ainda mais da permanência no exterior.

“O custo de um intercâmbio é muito alto e o período passa muito rápido, então é necessário aproveitar a experiência ao máximo. Quem chega sem base, com pouco domínio, costuma passar por mais dificuldades para compreender os tempos verbais e as expressões do dia a dia, por exemplo. Por isso, é fundamental começar os estudos do inglês no Brasil, no mínimo seis meses antes de viajar, para lá somente aprimorar e ganhar mais fluência”, ressalta Danilo.

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Ele indica que, além de um curso voltado para as quatro habilidades (fala, audição, leitura e escrita), o interessado em estudar fora também deve buscar outras formas de entrar em contato com a língua do país para onde vai viajar. A dica é assistir filmes e séries, ler livros, ouvir músicas, e usar aplicativos em outros idiomas.

Domínio da língua

Danilo lembra ainda que, na maior parte dos casos, o estudante chega no destino e faz um teste de nivelamento para começar as aulas. “Se ele não for bem preparado, acaba ingressando em níveis muito básicos nas turmas. Como o tempo do intercâmbio é limitado, acaba não evoluindo muito. Mas quem chega com vocabulário amplo, desenvoltura oral e capacidade de entendimento de diálogos consegue entrar em etapas mais avançadas e desenvolve mais suas habilidades na língua estrangeira”, explica Danilo.

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