Marca dos irmãos Luciano Cerqueira e Hudson Rei une gastronomia, afeto e território para levar o nome da Ilha das Caieiras para além do Espírito Santo
A bananinha é um doce que atravessa gerações e faz parte da memória afetiva de quem vive ou visita o Espírito Santo. No podcast Destinos ES, o empreendedor Luciano Cerqueira, da Bombom Caieiras, contou como um produto simples e popular se transformou em uma marca legitimamente capixaba, conectada à identidade, à gastronomia e ao turismo da Ilha das Caieiras, em Vitória.
A história da marca começa de forma despretensiosa e muito ligada à família. Luciano contou que tudo teve início quando seu irmão, Hudson, precisou se afastar de um estágio por motivos de saúde. “Ele foi recomendado a começar algum tipo de terapia ocupacional e foi para a confeitaria, com alfajor, palha italiana, brigadeiros, bombons de coco. Ele viu a oportunidade de uma renda alternativa vendendo na faculdade”, relembrou.
No início, a estratégia foi apostar no território que sempre acolheu os irmãos. “Começamos vendendo de restaurante em restaurante na Ilha das Caieiras e aí estudamos um produto que se vendesse, sem a necessidade que fôssemos apresentando”, explicou.
O desenvolvimento do produto também levou em conta a força de outros ingredientes do estado. “O cacau e o chocolate são fortes no Espírito Santo, e a banana também tem a nossa cara. Fomos desenvolvendo o produto cada vez mais para torná-lo mais atrativo”, disse. Hoje, a Bombom Caieiras trabalha com chocolate meio amargo, versões com baixo teor de açúcar e opções para públicos específicos. “Temos a bananinha zero açúcar para quem tem restrição alimentar, tem a de açaí e estamos cada vez mais desenvolvendo os produtos. Hoje temos seis sabores”, detalhou.

Para Luciano, levar o nome da Ilha das Caieiras para fora do território é motivo de orgulho. “Hoje a gente leva o nome da Ilha das Caieiras para além de Vitória e além do Espírito Santo. E desde o início, quando eu e meu irmão éramos dois rapazes com uma cesta na mão, vendendo em restaurantes, a comunidade nos acolheu”, destacou.
Apaixonado pela região, o empreendedor também falou sobre o potencial turístico da Ilha das Caieiras. “O manguezal, a maré, o pôr do sol… Houve um investimento na região com a nova orla da Ilha das Caieiras, capacitação dos empreendedores, isso deu uma visibilidade que nós não tínhamos. O atrativo natural deve estar aliado à infraestrutura”, avaliou. Luciano ainda defende que o bairro avance em mobilidade turística. “Nosso desejo é que lá também se torne um ponto de embarque e desembarque do transporte aquaviário”, completou.
A trajetória da Bombom Caieiras mostra como um produto tradicional, quando aliado ao território e à identidade local, pode se transformar em experiência, orgulho comunitário e ferramenta de valorização do turismo capixaba.
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