Indústria química com crescimento tímido, mas animador

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Como aconteceu com boa parte do setor industrial brasileiro, as indústrias do plástico e do setor químico usaram 2017 para reajustar as contas, colocar ordem na casa e finalmente começar a pensar em um novo ciclo de crescimento


No setor químico, o que se viu em 2017 foi uma retomada tímida do faturamento. Segundo o relatório da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o ano fechará com um montante 1,2% maior em relação a 2016 – de US$ 109,2 bilhões para US$119,6 bilhões. Esse é o primeiro crescimento que o segmento experimenta desde 2014.
No Espírito Santo, os setores de cosméticos e fertilizantes foram os que mais se destacaram, com a instalação de novas empresa no Estado. Segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos (Sindiquímicos-ES), a estimativa é que as indústrias capixabas do segmento acompanhem o crescimento de até 8,8% no caso dos cosméticos e produtos de higiene pessoal e de 5,7% no caso dos fertilizantes.

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Fonte: Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim)

Para o presidente da entidade capixaba, José Carlos Zanotelli, o ano que se encerra foi de reflexão para as empresas. Isso porque, apesar dos bons números, a geração de empregos ainda não foi significativa e os investimentos estão estagnados. Entretanto, a relativa estabilidade econômica que o Brasil viveu permitiu que o segmento se organizasse em função de uma possível retomada do crescimento em 2018. “As medidas reformistas ajudaram muito na sinalização de um reaquecimento econômico”, afirmou Zanotelli, que espera a continuidade das reformas previstas para o país no ano que vem.

Plásticos

A indústria de plástico no Espírito Santo registrou um crescimento de 1,4% entre janeiro e outubro deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado. É o que afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Espírito Santo, Gilmar Guanandy Régio. De acordo com ele, o único segmento que em 2017 teve queda no faturamento foi o de acessórios para a construção civil, que registrou resultado de -6,5% no mesmo período.
Quanto aos principais mercados consumidores do setor, houve crescimento geral: máquinas e equipamentos (3,1%), alimentos (0,1%), bebidas (0,4%), eletrônicos (20,4%), artigos de higiene pessoal e limpeza (1,8%) e automotivo (16,1%).
Renovando as esperanças dos empresários do setor, Régio diz que a perspectiva é de continuar crescendo em 2018. “Para a indústria de transformados plásticos, nossa expectativa é de crescimento na produção física e no faturamento da ordem de 3% em relação a este ano e alta no emprego da ordem de 0,6% também sobre 2017”, estima.


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