Economia: O que vai mudar nas regras do cartão de crédito?

O cartão de crédito é, para muitos, um símbolo de descontrole financeiro. Atualmente, a “moeda de plástico” tem sido um dos líderes no ranking do endividamento. Desta forma, a partir do dia 03 de abril, as administradoras de cartão de crédito passam a ter novas regras para reduzir a inadimplência e evitar o superendividamento. Na nova regra, quando passarem os 30 dias no crédito rotativo, o banco terá que ofertar ao cliente um crédito parcelado com taxas mais baixas.

Com cerca de 36% de usuários inadimplentes nesta modalidade de pagamento, as medidas adotadas pelo governo Temer em dezembro de 2016, visa a ajudar os endividados e também estimular a recuperação mais rápida da economia. Assim, o cliente passará menos tempo no crédito rotativo, beneficiando empresas e clientes, além de evitar o aumento da dívida.

Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, essa medida é benéfica, pois possibilitará o consumidor um maior controle sobre sua dívida, pois “para o comércio é bom que o cidadão consuma, mas é importante que o consumo seja de qualidade. O ideal é que o consumidor mantenha as dívidas sob controle, para que possa manter o ritmo de consumo”.

Cada banco irá estabelecer suas regras. A instituição financeira poderá dividir o saldo devedor no número de parcelas que achar mais adequado para cada cliente. Se o consumidor não pagar o valor estabelecido na fatura, será considerado inadimplente, e o cartão poderá ser bloqueado, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Sepulcri ressalta que o endividamento não é o maior problema, e sim ficar endividado nos dias de hoje. “A situação mais preocupante é quando começa a ocorrer o atraso nos pagamentos e ele (o consumidor) se torna inadimplente, especialmente sob uma das opções de crédito mais caros do mercado”, explicou.

Caso os clientes queiram parcelar o débito, já é possível realizá-lo com taxas menores que as do rotativo. No entanto, eles resistem porque acham mais difícil pagar as prestações. Além disso, dependerá de cada banco realizar a negociação. Clientes que possuem o cartão no mesmo banco da conta corrente, por exemplo, já podem contratar outras linhas de crédito para renegociar dívidas, como crédito pessoal e consignado, com taxas mais baixas. O cliente também poderá efetuar o pagamento da dívida à vista e caso não escolha nenhuma das alternativas permanecerá inadimplente.

Confira as principais mudanças nas regras do cartão de crédito:

Redução dos juros – A dívida no cartão de crédito é hoje a mais cara no mercado. Por este motivo, facilmente pequenos valores devidos ao se optar pelo pagamento mínimo da fatura (o rotativo) se tornam verdadeiras bolas de neve, que aumentam rapidamente e podem se tornar impossíveis de serem pagas.

Parcelamento da dívida – Após o período de 30 dias, o montante da dívida é parcelado e passa a ter incidência de juros ainda menores, por volta de 1/4 das taxas atuais. Com isso, os juros mais pesados do cartão passarão a incidir apenas durante um mês.

Desconto à vista – Esta não é uma mudança direta nas regras do cartão de crédito, mas tem tudo a ver com escolher a melhor forma de pagamento para o cliente. Uma boa opção para barganhar o valor de um item de maior valor no qual esteja interessado.

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