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Xi Jinping alerta para riscos de guerras tarifárias após acordo com Trump

Presidente chinês pede estabilidade e paz na América Latina e Caribe, em discurso no Fórum China-Celac

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta terça-feira, dia 13, que não há vencedores em guerras tarifárias, durante sua primeira declaração pública após o acordo negociado ao longo do fim de semana com os Estados Unidos. Xi pediu aos países da América Latina e do Caribe para promoverem a estabilidade e a paz.

Ele discursou na abertura do Fórum ministerial China-Celac, que reúne em Pequim autoridades da América Latina e do Caribe, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente chinês não fez menções ao homólogo Donald Trump ou aos Estados Unidos, mas usou seu discurso para mandar um recado implícito.

O chinês também disse que intimidação e hegemonismo só levam ao auto-isolamento. Enviados comerciais da China e dos Estados Unidos chegaram a um acordo na Suíça sobre a guerra comercial disparada por Trump, por meio do tarifaço.

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Os países concordaram em reduzir o patamar das taxas recíprocas por 90 dias. Os produtos chineses passaram de 145% para 30%.

Os americanos, de 125% para 10%. Delegações dos dois países negociaram durante o fim de semana, na Suíça. Integrantes do Palácio do Planalto ouvidos pelo Estadão/Broadcast interpretam o acerto é positivo, pois demonstra que se foi possível os EUA se entenderem com o maior alvo das tarifas é sinal de que o mesmo pode ocorrer com os demais.

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A China havia sido o país mais taxado, enquanto o Brasil recebeu 10%, o menor patamar. No entanto, conselheiros do presidente Lula ressaltam que o acordo pode ser revertido a qualquer momento e ressaltam a volatilidade de Trump. (Com informações da Agência Estadão, Por Felipe Frazão, enviado especial.)

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