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quarta-feira, 19 janeiro, 2022

Uma questão estratégica para a nação nesta eleição

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Eu gostaria de fazer junto com você uma reflexão

Por André Gomyde

A gente vem postando mensagens, uns para os outros e também para terceiros, sobre nossos posicionamentos com relação ao processo eleitoral.

O que está nos levando a discutir uma eleição de forma tão tensa, tão acirrada, tão forte, como se fôssemos inimigos que precisam se digladiar, gerando raiva, ódio, e algumas vezes causando términos de amizades?

Eu suspeito que exista alguma coisa muito maior, um interesse que desconhecemos, vindo de fora.

Estamos todos sendo levados a fazer um debate irracional, no qual temos apenas uma certeza: eu não voto no outro, porque eu odeio o outro e porque o outro é corrupto, o outro é comunista, ou o outro é fascista…

Mas espera aí, nós sabemos exatamente o que o candidato do outro defende? Nós sabemos exatamente o que o nosso candidato defende? Ou achamos que sabemos?

Será que não estamos sendo levados a acreditar que o mal está no candidato do outro e o bem está no nosso candidato? Será que não temos como tirar de dentro de nós a raiva irracional que temos do outro e ponderar melhor o que estamos escolhendo, e por que estamos escolhendo?

Nós podemos suspeitar de algumas coisas que estão acontecendo, porque o mesmo cenário ocorreu na eleição norte americana, quando o Trump venceu, e na decisão do “Brexit”, que levou o Reino Unido a sair da zona do Euro.

Uma empresa chamada Cambridge Analytica, em conjunto com o Facebook, foi processada nos Estados Unidos porque roubou todos os dados de mais de 29 milhões de usuários, boa parte deles no Brasil. A empresa Cambridge Analytica teve que fechar as portas, mas malandramente reabriu com um outro nome. Agora se chama CA Political e continua atuando do mesmo jeito. O sujeito por detrás desta empresa e do roubo de dados é Steve Bannon. Pesquise sobre ele.

Estes dados roubados serviram para que algoritmos misturados com inteligência artificial começassem a detectar do que a gente gosta, do que a gente não gosta, e o negócio é tão poderoso e esquisito que praticamente sabe o que a gente pensa. Foi assim que eles manipularam as duas eleições: Trump e Brexit.

É por isso que a gente recebe notícias que parecem que se encaixam muito bem com o que a gente pensa e outras que nos causam raiva. É tudo uma mera manipulação feita por robôs.

A pergunta é: por que é que somente um dos lados da moeda causa asco em mim e o outro lado não? Por que para mim somente o meu candidato fala a verdade e o candidato do outro somente fala mentira?

Por que um candidato causa asco em mim e o outro candidato causa asco em você? Teoricamente, não são os dois que estão cheios de acusações trazidas pelas “fake news”? Os dois candidatos não deveriam causar asco em mim e em você? Afinal, tanto eu quanto você somos contra o fascismo, contra a ditadura, contra a corrupção.

E é aí que está o grande mistério. Mas ele é explicável.

Com as redes sociais, cada um se tornou refém de sua própria tela de celular. E como os algoritmos e a inteligência artificial te conhecem melhor do que você a si mesmo, então os robôs te enviam as informações na medida do seu interesse. E daí, tudo faz sentido para você e você não entende como que o seu amigo pode pensar diferente, já que tudo é tão óbvio. A questão é que o seu amigo ao lado também está refém da tela do celular dele e o celular dele conhece a ele melhor do que ele conhece a si próprio. Igualzinho acontece com você.

Cada um de nós, individualmente, recebe as informações na exata medida do que gosta, do que acredita. Muito embora a gente ache que o amigo ao lado também esteja recebendo as mesmas informações que a gente, na verdade ele está recebendo informações na exata medida do que ele gosta, do que ele acredita. E ao invés de entendermos isso, buscando exercer o contraditório, dialogando e refletindo, acabamos nos digladiando.

Nós somente temos um jeito de sair dessa verdadeira “matrix” que nos colocaram:

Primeiramente, diminuindo drasticamente o tempo que passamos em frente à telinha, buscando mais tempo para o convívio social, dialogando e refletindo.

Em segundo lugar, decidindo a partir de agora o seguinte: Eu não vou postar, durante algum tempo, nada a favor e nem contra ninguém. Vou pegar os dois programas de governo e vou ler. Vou comparar. Vou ver a história de um e de outro. Vou ver o que cada um fez na sua vida. E eu vou fazer isso sem paixão, sem ódio de nada, e nem de ninguém.

Dessa forma estaremos contribuindo para o fortalecimento da democracia, para o fortalecimento da cultura de paz, e para que não nos arrependamos com a gente mesmo de ter feito uma escolha vinda de uma certeza, da qual eu posso garantir: Não a temos!

Reflita sobre isso. Estão tentando nos enganar. Uma verdadeira lavagem cerebral está sendo feita em nossa sociedade, por meio de algoritmos e inteligência artificial. Precisamos continuar unidos. Somente deste jeito poderemos garantir que forças ocultas não nos usem, para interesses que desconhecemos.

Apenas para citar um exemplo: Lançaram recentemente um hotel de luxo no espaço. O hotel é feito de Nióbio. O Nióbio é muito importante para a indústria da tecnologia que fabrica, dentre outros, os robôs que utilizam a inteligência artificial, para saber mais sobre nós do que nós mesmos. O Brasil tem 98% das reservas de Nióbio do planeta. Será que já temos, aí, alguma pista?

Desejo uma boa pesquisa, um bom estudo e um bom voto. Viva a democracia!

André Gomyde é presidente do Instituto Brasileiro de Cidades Humanas, Inteligentes, Criativas e Sustentáveis, Mestre em Administração pela Florida Christian University, e mestrando em Arquitetura e Urbanismo pela UnB – Universidade de Brasília.

(Artigo publicado originalmente em junho de 2018, reprisado aqui por sua contemporaneidade)

 

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