Terceira Ponte terá cinco faixas e cobrança unilateral permanente

Foto: Divulgação / Rodosol

A divisória entre os dois sentidos da ponte será retirada e a cobrança unilateral que era feita há 90 dias continua

A cobrança do pedágio unilateral da Terceira Ponte será permanente a partir desta terça-feira (16). O anúncio foi feito pelo diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Arsp), Julio Castiglioni, na sede da agência.

Também estiveram presentes na coletiva de imprensa realizada nessa terça-feira (16), a diretora-técnica de Saneamento Básico e Infraestrutura Viária, Katia Muniz Côco e a subsecretária de Estado de Mobilidade Urbana, Luciene Becacici.

Desde o dia 17 de julho, os condutores passaram a pagar o valor dobrado do pedágio Vila Velha x Vitória. O valor foi imposto após um estudo realizado pela Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop), que cogitou uma possível melhora no fluxo do trânsito e melhoria na mobilidade urbana.

Estiveram na coletiva o diretor geral da Arsp, Julio Castiglioni, a diretora técnica de Saneamento Básico e Infraestrutura Viária, Katia Muniz Côco, e a subsecretária de Estado de Mobilidade Urbana, Luciene Becacici. – Foto: Pedro Dutra/Secom

Atualmente, os usuários da ponte pagam R$1,00 para moto, R$2,00 para carro e R$4,00 para ônibus. E, de acordo com Castiglioni, seria necessário monitorar o comportamento dos motoristas durante o período experimental.

“Não ocorreu qualquer alteração significativa na quantidade de veículos que trafegam diariamente com destino à Vila Velha, sendo que, nos meses de agosto e setembro, houve uma discreta queda no fluxo de 0,05% e 0,18%, respectivamente, quando comparado com os mesmos meses de 2017”, disse o diretor.

Mais faixas

Além do pedágio, outros investimentos serão feitos na maior via de acesso dos usuários da Terceira Ponte. Segundo o presidente da Arsp, a via que liga as cidades de Vila Velha a Vitória ganhará uma faixa extra. Para que o projeto dê certo será retirada a mediana de concreto, que é a divisória entre os dois sentidos da ponte.

O investimento para a mudança será de R$ 24,5 milhões, cuja obra será custeada pelo Estado. Para dar seguimento à obra será aberto um processo de licitação ainda este ano e a previsão é que a obra seja realizada em oito meses, a partir do início, prazo que ainda deve passar por análise do Departamento de Estradas e Rodagem (DER).

A Arsp informou que identificou-se ser viável a retirada do canteiro central, o redimensionamento das atuais faixas, formando cinco faixas, e a implantação de um moderno sistema de monitoramento e de sinalização vertical e horizontal que, em conjunto, tornarão possível a operação de faixas reversíveis.

Assim, no período de pico da manhã, usuários com destino a Vitória terão três faixas para trafegar e, no período de pico da tarde, quando essa dinâmica se inverte, os usuários com destino a Vila Velha passariam a contar com três faixas.

A diretora-técnica de Infraestrutura Viária da Arsp, Kátia Muniz Côco, destacou que simulações realizadas com software de engenharia de tráfego, utilizaram dados reais do fluxo e do comportamento dos veículos na Ponte. Assim, foi detectado que há um potencial de melhoria de fluidez do trânsito.

“No sentido Vitória, projeta-se um acréscimo de cerca de 1 mil veículos na capacidade da ponte, diminuição de 12% no tempo total de viagem e um aumento de 28% na velocidade média. No sentido inverso – indo para Vila Velha –  existe potencial de melhoria semelhante e que poderá ser sensivelmente incrementado com alterações no sistema viário naquela cidade, que poderão ser adotadas no futuro.”, finalizou Kátia.

Quarto acesso

O professor da Universidade de Vila Velha (UVV), mestre em Arquitetura e Urbanismo, Pablo Lira, analisa que ações pontuais realizadas na Terceira Ponte tem caráter mitigador do problema de mobilidade urbana que a interseção entre a Capital e Vila Velha tornou-se. “Abrir a possibilidade de uma quinta faixa que seja reversível para contemplar os períodos de intensa movimentação de veículos tende trazer bons resultados no curto prazo. Porém, uma quarta via de acesso entre a ilha e Vila Velha ou Cariacica é que trará, de fato, uma alteração estrutural no cenário da mobilidade metropolitana”, analisou Lira.

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