Sujeira é boa para criar anticorpos em crianças? Não é bem assim

É importante ficar atento a higienização dos brinquedos após o período de brincadeira (Fotografia - Camila Baptistim/Divulgação)

Após a diversão, o bom melhor é dar um tchauzinho aos bichinhos indesejáveis

“É bom para criar anticorpos”. É assim que muita gente fala, até hoje, quando vê uma criança toda sujinha de tanto brincar. Pode ser uma forma de tranquilizar os pais, mas isso também serve para deixar os pequenos mais independentes. Alguns especialistas incentivam, inclusive, que as crianças entrem em contato com o maior número de micróbios possível enquanto seu sistema imunológico ainda se desenvolve e aprende a lidar com eles.

Só que, hoje em dia, sabe-se muito bem, que nem toda sujeira faz bem para os pequenos. Especialmente, depois que a brincadeira termina e as mãos ou os pés com muitos “bichinhos indesejáveis” podem ir parar em diversos lugares da casa, espalhando toda a contaminação e podendo transmitir, até mesmo, para outras crianças. Por isso, depois de se divertir num parquinho, por exemplo, a ideia é livrar-se da areia ao terminar a diversão e ficar só com o conhecimento proporcionado pelas brincadeiras.

A empresária Juliana Pires, da Casa Coach – especialista em treinamento de babás – conta que os cuidados devem ser principalmente no contato com alimentos. “Os brinquedos vão para o chão do quarto, para a cama, mesa de jantar, jardim e num piscar de olhos chegam também à boca de bebês e crianças. O resultado é um intenso passeio de microrganismos passíveis de provocar doenças e infecções”, alerta.

A orientação vale para todos os itens que são usados pelos pequenos. “Os brinquedos, principalmente quando são partilhados, acabam por circular pelo chão e em todo o lado. Assim, eles se tornam perigosos agentes de propagação de doenças, além de servir para acumular poeiras, sujeira e outros resíduos pouco saudáveis”, explica.

Apego

Para quem ainda é muito bebê, o vilão pode ser os bonecos de pano e bichinhos de pelúcia, que são usados como “naninhas”. Eles se tornam pequenos companheiros e parte emocional das crianças. Por isso, muitos ficam assustados quando eles “somem” ao tentar pegar para lavar. “Como esses objetos estão em constante contato com a boca e a pele do bebê, a atenção deve ser ampliada com estes itens”, destaca Caroline Weiler, sócia da Casa Coach.

A recomendação das especialistas, neste caso, é realizar a lavagem dessas peças semanalmente ou pelo menos quando começar a aparecer alguma mancha de sujeira. “Utilize produtos de limpeza hipoalergênicos, testados dermatologicamente e eficientes no processo de lavagem. Há diversos produtos modernos no mercado, com o pH balanceado e que remove manchas comuns e simples facilmente para a limpeza diária”, sugere.

Outra orientação é lavar as naninhas separadas das demais roupas para prevenir fungos e bactérias. “Como se trata de uma peça delicada, use a máquina no ciclo suave ou pode colocá-la em sacos próprios para este tipo de roupa. Se precisar colocar de molho, utilize sabão líquido em baldes separados para usar exclusivamente para coisas de higienização do bebê”, diz.

Como ensinar?

É de pequeno que se aprende alguns hábitos e com a higiene não é diferente. Juliana  e Caroline , da Casa Coach, destacam que pais e babás podem iniciar este trabalho orientando sobre alguns costumes. “Lavar as mãos antes e depois das refeições, assim como depois de usar o banheiro; cuidar das unhas; manter a saúde dental em dia; e ainda tornar algumas atividades vistas como terríveis, como o banho, por exemplo, mais atrativas”, indica.

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