Sorvete para comemorar a chegada da primavera

Com a chegada da primavera nesta sexta-feira (23), tem início o período das estações mais quentes do ano. É por isso que a data foi escolhida para comemorar o Dia Nacional do Sorvete, a delícia inventada pelos chineses que adoça o paladar dos brasileiros há 177 anos. Em 2010, a produção nacional do produto superou 1 bilhão de litros.

De acordo com o Sindicato da Indústria de Alimentos Congelados, Supercongelados, Sorvetes, Concentrados e Liofilizados do Espírito Santo (Sincongel), o Estado possui mais de 300 empresas trabalhando com a fabricação ou comercialização do sorvete. O segmento movimenta cerca de R$ 90 milhões por ano e gera cerca de 4000 empregos diretos e indiretos.

Para o presidente do Sincongel, Vladimir Rossi, a população capixaba ainda tem o hábito de consumir o produto que vem de outros Estados. “As pessoas têm essa tendência de procurar marcas conhecidas que normalmente vem de fora. No Espírito Santo existem inúmeras marcas que fabricam produtos de ótima qualidade, mas acabam não sendo lembradas”, afirma.

Além de uma deliciosa sobremesa, o sorvete é altamente nutritivo ao organismo, sendo fonte de proteínas, açúcares, vitaminas A, B1, B2, B6, C, D, K, cálcio, fósforo e outros minerais.

Um pouco da história
A hipótese trabalhada pelos historiadores é a de que o sorvete tenha sido criado pelos chineses, na Antiguidade, ao misturarem neve com suco de frutas. A experiência se repetiu em Roma, onde o Imperador Nero mandava seus escravos às montanhas para buscar neve e misturá-la ao mel, suco e polpa de frutas. Por volta do século XII, mercador veneziano Marco Polo incorporou o leite às receitas. O sorvete só passou a ser produzido em escala industrial nos anos 50, nos Estados Unidos. Atualmente, os norte-americanos são os maiores produtores mundiais.

O sorvete chegou ao Brasil em 1834, quando dois comerciantes cariocas compraram 217 toneladas de gelo, vindas de um navio norte-americano, e começaram a fabricar sorvetes com frutas brasileiras.

O alimento chegou a ser considerado o precursor do movimento de liberação feminina. Para saborear o sorvete, a mulher passou a praticar seus primeiros atos de rebeldia contra a estrutura social da época, invadindo bares e confeitarias, lugares, até então, somente ocupados por homens.

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