25.5 C
Vitória
segunda-feira, 17 janeiro, 2022

Sobre a pandemia da saúde mental

Mais Artigos

 39% das pessoas entre 18 e 24 anos disseram que a saúde mental foi afetada na pandemia

 Por Layla dos Santos Freitas

Nunca foi tão preciso falar, ouvir, tratar sobre saúde mental.

Se antes e atualmente, nossa preocupação maior é com a covid-19, precisamos também nos atentar ao que a própria pandemia de saúde trouxe quanto a nossa saúde mental.

Dados do laboratório da Pfizer apontam que durante a pandemia, metade dos jovens sentiu impactos em sua saúde mental. 39% das pessoas entre 18 e 24 anos disse que a saúde mental ficou ruim neste período. Enquanto 11% responderam que ficou muito ruim. 30% apresentaram estar com a saúde ruim ou muito ruim.

Uma pesquisa realizada pela UNICEF traz os efeitos da pandemia e do isolamento social em crianças e adolescentes. 22% dos jovens entre 15 e 24 anos se sentem deprimidos ou tem pouco interesse em realizar atividades. E, aqui, entra um fator fundamental. Esses jovens foram retirados de seus espaços de construção e de formação social. Ficaram meses distantes de colegas, amigos, escola, atividades semanais, dentre outros. Muitos estudiosos vem apontado a alta de casos de transtornos mentais e depressão, como a nova pandemia. A da saúde mental. E, caso não nos atentemos, também será desastrosa.

O ser humano, por si só, é um homem social. Já trazia Platão essa discussão quando em seu famoso ensaio A Caverna. Não nascermos para sermos sós. E, de um dia para o outro, estivemos.

Com grande preocupação ante a esses dados e ao fato que os mesmos perdurarão por anos a frente, que diversas entidades vem cobrando do governo um trabalho focado na desconstrução dos tabus que envolvem o cuidado com a saúde mental. É importante falar. Mas é fundamental ouvir. Com empatia e acolhimento.

 Layla dos Santos Freitas, presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (ABRACRIM) de mulheres do Espírito Santo, socióloga, advogada, feminista, escritora, especialista em perícia criminal, investigação forense e educação para o ensino superior.

Continua após publicidade

Fique por dentro

Vida Capixaba