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quinta-feira, 1 outubro, 2020

Senado pode definir hoje futuro de Dilma

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O discurso principal de defesa de Dilma foi feito pela manhã desta segunda-feira (29), mas ela atravessou a tarde e a noite respondendo aos questionamentos de 48 senadores.

A sessão desta terça-feira (30), que deve ter o julgamento de Dilma Rousseff em seu processo de impeachment, foi iniciada pouco depois das 10h30. Ao finalizar sua exposição, a advogada Janaina  Paschoal, coautora do pedido de impeachment, pediu desculpas à presidente Dilma e “chorou”. “Peço desculpas pelo sofrimento causado á presidente, masa fiz isso pelo meus país, mas também por seus netos” Em seguida, os ânimos se alteraram mais uma vez e a sessão foi suspensa pelo ministro Ricardo Lewandowski por cinco minutos. No retorno, teve inicio a apresentação do jurista Miguel Really Júnior (foto abaixo).  

No dia anterior (29), às 8h54 da manhã, a comitiva da presidente afastada Dilma Rousseff deixou o Palácio da Alvorada. Ela desceu na entrada principal do Congresso acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganhou rosas e cumprimentou senadores que foram recebê-la. Seguiu direto para o gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros, para uma sala reservada. Entrou no plenário lotado às 9h42 desta segunda-feira e foi cumprimentada por alguns senadores e funcionários enquanto se dirigia à mesa. De um lado das galerias, os convidados de Dilma – entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alguns ex-ministros e o cantor Chico Buarque, ferrenho defensor da presidente; na parte central ficou a imprensa; e do outro lado os convidados dos autores do pedido de impeachment. Havia ainda um espaço ocupado por representantes dos movimentos de rua favoráveis ao impeachment.

Dilma discursou por 45 minutos da tribuna e iniciou a fala destacando que foi eleita com 154 milhões de votos e que “jamais praticaria atos contrários aos interesses de seus eleitores”. E falou sobre a reação da população. “Nessa jornada para me defender do impeachment me aproximei ainda mais do povo. Tive oportunidade de ouvir o seu reconhecimento, de receber o seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo a erros que foram cometidos e medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade, até porque, como todos, tenho defeitos e cometo erros. Entre os meus defeitos não está a deslealdade e a covardia. Não traio os compromissos que assumo, os princípios que defendo ou os que lutam ao meu lado”, enfatizou. 

A presidente afastada citou sua prisão durante a ditadura militar e fez um comparativo com o processo de impeachment. “Não posso deixar de sentir na boca, novamente, o gosto áspero e amargo da injustiça e do arbítrio. Por isso, como no passado, resisto. Não esperem de mim o obsequioso silêncio dos covardes. No passado, com as armas, e hoje, com a retórica jurídica, pretendem novamente atentar contra a democracia e o estado de direito”, afirmou.

Dilma Rousseff voltou a afirmar que o processo de impeachment foi aberto por vingança do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e que a oposição a impediu de governar em seu segundo mandato. “Deve ser também ressaltado que a busca de reequilíbrio fiscal, desde 2015, encontrou forte resistência na Câmara dos Deputados, à época presidida pelo deputado Eduardo Cunha. Os projetos enviados pelo governo foram rejeitados, parcial ou integralmente; pautas-bombas foram apresentadas e algumas aprovadas”, declarou.

Ao esclarecer questões levantadas pelos coautores do pedido de impeachment, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, Dilma apresentou a linha mestra da defesa: “Caso eu seja condenada sem crime de responsabilidade, estará ocorrendo no Brasil um golpe”, afirmou a presidente. 

Na primeira vez que a presidente afastada foi ao Senado na condição de ré para dar explicações,  a ideia do partido era conquistar o voto de alguns senadores para salvar Dilma, apesar da expectativa negativa e dos comentários de bastidores de que a decisão já estaria tomada, contrária à Dilma. A esperança se concentrou na capacidade de articulação política de Lula de convencer senadores a mudar o voto na última hora. 

A resposta mais longa de Dilma foi dada ao questionamento de Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado nas urnas nas últimas eleições e cujo nome aparece nas investigações da Lava Jato. O tucano foi o 11º senador a se manifestar, acusou a presidente de mentir sobre a inflação e alfinetou: “Em que dimensão, Vossa Excelência e o seu Governo se sentem, sinceramente, responsáveis por essa recessão, pelos 12 milhões de desempregados do Brasil, por 60 milhões de brasileiros com suas contas atrasadas e por uma perda média de 5% da renda dos trabalhadores brasileiros?”.  

Dilma citou que, além dos vários precedimentos para verificação do resultado das urnas solicitados pelo PSDB, a Câmara presidida por Cunha inviabilizou a adoção de medidas qu eram necessárias. “Não acho – de maneira alguma – que a situação que eu enfrentei, a situação que qualquer presidente da República enfrentará diante de crises, que são cíclicas, no mundo atual em relação à economia internacional e não só ao Brasil. Que essas flutuações cíclicas podem ser encaradas sem uma cooperação entre os diferentes órgãos do Poder. Não podem, Senador. E, caso se tentem, certamente, o 0,8 que nós e mercado esperávamos no final de 2014, quando começa a queda do petróleo, quando começa a saída dos Estados Unidos, a elevação do Dólar e a redução do valor do Real, nós não podemos aceitar, Senador, que se insista e que se faça a política do “quanto pior melhor”, por quê? Porque eu acredito no direito sagrado da oposição defender uma política contrária à da situação. Ela deve fazer isso, porque isso faz parte da riqueza democrática. O que ela não pode fazer é que, em nome do “quanto pior melhor”, impeça o País, com graves consequências para a população, de sair da crise. Isso não é possível. Eu tenho clareza, Senador. ” A sessão durou mais de 14 horas. 

Protestos –  Na noite desta segunda-feira, um protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff na avenida Paulista, em São Paulo, terminou em confronto da polícia com manifestantes. Enquanto a presidente afastada respondia a perguntas de senadores em Brasília, cerca de 3.000 pessoas, segundo a organização do ato, protestavam contra o governo interino de Michel Temer. Chamado pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, compostas por organizações como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e CMP (Central de Movimentos Populares), o protesto se aproximava do prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), apoiadora do processo contra Dilma, quando foi dispersado por bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral lançadas pela tropa de choque da PM.  “Uma barbárie. O governo Geraldo Alckmin protegendo a Fiesp, e para isso reprime manifestação pacífica. É melhor decretar que não pode passar manifestação em frente a Fiesp. Governo ilegítimo sempre tem que usar a força para reprimir manifestações”, disse à Folha de São Pualo Raimundo Bonfim, coordenador da CMP.

Protesto contra o impeachment ontem à noite na Avenida Paulista 

E na manhã desta terça-feira (30) integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) realizam diversas manifestações em São Paulo contra o impeachment. Com faixas de “Fora Temer”, os protestos começaram pouco depois das 6h e interditam pontos das marginais Tietê, Pinheiros, Radial Leste e da rodovia Régis Bittencourt. Os manifestantes dos movimentos também condenam a atuação policial contra o ato realizado na noite desta segunda­-feira na avenida Paulista. 

Imagens: Fotos Públicas 

 A sessão no Senado pode ser acompanhada ao vivo pela TV Senado
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