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sexta-feira, 14 agosto, 2020

A Rota do Crescimento para a Economia Capixaba

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Neste momento, qual é o caminho para o ES retomar a rota do crescimento? Aumentar o ritmo da atividade econômica. Como? Transpondo obstáculos. Por quê?

A participação percentual do PIB capixaba no PIB brasileiro mantém-se em torno de 2% desde o início dos anos 2010. Apesar de estar no grupo de estados que tiveram taxas de crescimento superiores à média do País, a posição relativa do seu PIB não se alterou no Sudeste (4º), e teve pequena alteração no Brasil (entre 11º e 12º). Para mudar essa posição, precisa remover os gargalos que bloqueiam seu ritmo de crescimento.

O primeiro é a infraestrutura: deficiência de integração dos modais e vias de transportes; de tecnologias para processar serviços; de capital humano; de estruturas portuárias e aeroportuárias. Corrigir esse gargalo melhorará a eficiência, ampliará produção e posição na cadeia produtiva mundial – haja vista que cerca de 50% de seu PIB é gerado pelo comércio exterior.

O segundo é a concentração regional da atividade econômica: mais de 50% do PIB é gerado por 6,4% dos municípios. Essa situação freia a integração do parque produtivo que gera demanda para a produção.

O terceiro é a baixa atratividade dos mercados capixabas: o ES tem 2,1% das empresas ativas no Brasil, que respondem por 1,6% dos empregos gerados no País. Como o Sudeste absorve 55,6% das empresas instaladas no País e gera 44,5% dos empregos, a participação relativa do ES, em número de empresas e empregos gerados, é baixa. A atração de uma empresa para um mercado está na infraestrutura, fornecedores, mercado de trabalho, e demanda.

O quarto é a exploração da cadeia produtiva do petróleo: entre os 100 maiores PIB municipais, 5 são capixabas – Vitória (31º), Serra (42º), Vila Velha (76º), Presidente Kenedy(93º) e Cariacica (99º). Dentre os 100 maiores PIB per capita, 4 são capixabas – Presidente Kenedy (1º), Itapemirim (8º), Anchieta (14º) e Marataízes (29º). Parte dessas posições explicam-se pelas receitas dos royalties do petróleo, mas elas não trazem indicadores do desenvolvimento de atividades da cadeia produtiva desse insumo. Ela está sendo subaproveitada.

No grupo dos PIB per capita das capitais dos estados em relação ao PIB do Brasil, Vitória é o 107º  – no Sudeste, SP é 184º, RJ 268º e BH 541º. A posição de Vitória é explicada mais pelo tamanho de sua população do que do seu PIB. Os PIBs de BH, RJ e SP são muito maiores que o de Vitória. Mas suas populações são mais que o dobro da dela. O legítimo é manter essa posição com crescimento do PIB.

Arilda Teixeira é economista e professora da Fucape

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