Cigarro eletrônico: saiba os riscos de utilizá-lo!

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Nos Estados Unidos, cerca de 450 pessoas ficaram doentes por causa da utilização do cigarro eletrônico. No Brasil, a venda do aparelho é proibida

A tecnologia também chegou aos cigarros. Entretanto, com toda evolução vem os malefícios. Autoridades de saúde norte-americanas identificaram 450 casos possíveis de graves doenças respiratórias, causadas pelo uso dos cigarros eletrônicos.

O aparelho produz vapor inalável com nicotina e outras substâncias líquidas e ganhou o mercado ao ser apresentado como uma alternativa aos fumantes que desejam parar de fumar.

Segundo as autoridades, os pacientes foram internados após usar o dispositivo por 3 meses. Os médicos da University of Utah Health, nos Estados Unidos, encontraram, dentro dos pulmões desses pacientes, células imunes chamadas magrófagos com grande quantidade de óleo dentro delas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica o tabagismo, seja via cigarros convencionais ou eletrônicos, como responsável pela morte de cerca de sete milhões de pessoas por ano no mundo – é a maior causa evitável de morte.

Venda proibida no Brasil

No Brasil, a venda do cigarro eletrônico é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Porém, é possível comprá-lo clandestinamente ou nos sites de marcas dos Estados Unidos. Os preços variam entre R$ 200,00 e R$ 1.400,00.

O pneumologista da Unimed Vitória, Felipe Silva Vieira, conta que não se há registro de casos de pacientes internados por graves doenças respiratórias causadas por cigarros eletrônicos no Espírito Santo. “Não temos conhecimento, mas é possível que, a partir de agora, o uso seja vetado ou sejam criadas leis para regulamentação do aparelho”, diz.

Segundo Vieira, é necessário ficar atento ao sintomas das doenças respiratórias causadas pelo dispositivo. “As doenças pulmonares causadas por ele se assemelham a lesões por inalação, com o corpo aparentemente reagindo a uma substância cáustica que alguém respirou. Se ocorrer fadiga e dificuldade ao respirar, pare imediatamente o uso e procure um médico”, observa o pneumologista.

Ele informa que o cigarro eletrônico causa o mesmo mal que o cigarro convencional. “Muitos jovens têm usado o cigarro eletrônico e isso pode ser uma porta de entrada para outras drogas. Este aparelho não é melhor, nem pior que o cigarro que conhecemos, por isso é necessário que os pais fiscalizem e não permitam o uso.”, pontua ele.

Composição

O cigarro eletrônico é composto por um líquido chamado de e-liquid, juice ou e-juice. A maioria dos e-líquidos são compostos principalmente de quatro substâncias: propilenoglicol, glicerina vegetal, nicotina e essência.

O propilenoglicol e glicerina vegetal são os responsáveis pelo vapor denso. A nicotina é a responsável por interferir nas moléculas que vão mexer com alguns neurônios e sinapses no cérebro, causando a dependência. Já a essência é o que dá o sabor ou o aroma.

Geralmente elas são classificadas em atabacadas, mentoladas, frutadas, doces e sobremesas, bebidas (alcoólicas ou não), exóticas e gourmet ou Premium.

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