Relatora de decreto de intervenção no Rio anuncia que parecer é favorável

Foto: Reprodução / Redação RBA

Segundo a deputada federal Laura Carneiro, a intervenção militar na segurança do Rio de Janeiro é necessária como um “remédio amargo para quem está na UTI”

Escolhida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como relatora do decreto de intervenção, a deputada federal Laura Carneiro (MDB-RJ) afirmou nesta segunda-feira (19) que seu parecer já está quase pronto e que é favorável à aprovação.

Laura disse ainda que vai apresentar, em sugestão à parte do parecer, uma indicação para que a Presidência da República apresente recursos financeiros para execução da intervenção e de ações de assistência.

“A situação vivida do Rio é esdrúxula, diferente de qualquer outra história que esteja sendo vivida em outro estado. Sem os recursos necessários para isso, tivemos várias tentativas e nenhuma deu certo. Ou não estavam integradas, ou não havia recursos, ou foram feitas sem planejamento e depois não continuaram. Então, pela primeira vez você tem a chance de um gestor para todo o sistema com apoio e recursos federais. É uma tentativa que a gente espera que dê certo”, disse a deputada.

Ela se declarou contra a reforma da Previdência e criticou o argumento de que a intervenção seria uma manobra para dar folego à base aliada do governo para conseguir apoio para a proposta ou como justificativa para retirar de vez o tema da pauta.

“Vai votar a reforma da Previdência? Não. É real a necessidade de uma intervenção? É. A questão hoje não é mais a reforma da Previdência. Tem um déficit grave que deve ser discutido, perfeito. Mas a questão é que o Rio de Janeiro está sangrando. A Previdência também está sangrando? Bom, está sangrando menos. Eu, por exemplo, voto contra a reforma da Previdência, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. O Rio está explodindo, está cada dia mais difícil o direito de ir e vir na rua.”

Sindisistema Penal RJ

Por outro lado, os servidores do sistema penitenciário do Rio de janeiro aprovam a intervenção federal, mas estão atentos a qualquer atitude que possa “frustrar interferências que possam gerar conflitos”.

Por meio de um comunicado, o sindicato que representa a categoria, o Sindisistema Penal RJ, afirmou que, mesmo “favoráveis à intervenção, porém atuaremos como legítimos representantes na defesa da categoria para frustrar interferências que possam acarretar problemas que potencializem a carga de conflitos gerados por quem não conhece a natureza da atividade penitenciária”.

O sindicato responsabiliza o Estado Brasileiro pelo o que se tornou o sistema penitenciário. “A omissão do Estado Brasileiro para com o Sistema Penitenciário foi o que o transformou no que ele é hoje. O que vivemos dentro das unidades prisionais do estado é sem sombra de dúvidas uma das mais nocivas, estressantes, e perigosa atividade profissional. Aceitaremos toda e qualquer ajuda sempre respeitando o comando, mas em hipótese alguma seremos subservientes a caprichos ou vaidades que nos imponham a responsabilidade daquilo que não demos causa. Somaremos esforços para tornar o combate à criminalidade algo cujo resultado seja razoável”, disse a nota.

Para finalizar, o sindicato solicita às autoridades que valorizem os funcionários públicos que atuam no sistema penitenciário do Estado e reivindica o pagamento de seus direitos, como o imediato pagamento do 13º referente ao ano de 2017, o prosseguimento das promoções por merecimento e antiguidade e demais honorários.

 

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