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sexta-feira, 18 junho, 2021

Reino Unido banirá motor a combustão

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A “revolução industrial verde” proposta para o Reino Unido inclui uma ampla gama de iniciativas que estimulam o crescimento econômico

Por Vagner Aquino, com colaboração de Diogo de Oliveira (AE)

Automóveis e utilitários com motor apenas a combustão não poderão mais ser vendidos no Reino Unido a partir de 1º de janeiro de 2030. O movimento, batizado de “Revolução Industrial Verde”, visa zerar as emissões de carbono por veículos do bloco até 2050 para reduzir o aquecimento global

Esta é a segunda vez que o atual primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, antecipa os prazos. O plano original era interromper as vendas desses veículos em 2040. Em fevereiro, o governo mudou a meta para 2035, antes de reduzir o prazo ainda mais. A meta é também criar e sustentar até 250 mil empregos nas áreas de transporte, energia e tecnologia até 2050.

O plano para reduzir as emissões de carbono inclui esforços como incentivo ao uso de energia eólica e nuclear e células a hidrogênio. O plantio de milhares de hectares de árvores também faz parte das ações. Toda a proposta, que pretende criar uma nova infraestrutura de carregamento de veículos elétricos, exigirá investimentos de cerca de US$ 16 bilhões (aproximadamente R$ 86 bilhões).

O primeiro-ministro britânico está sob pressão crescente para reprimir a venda de veículos só a gasolina e diesel (exceto os híbridos), afim de cumprir a meta do Reino Unido – que deve sediar a Conferência das Nações Unidas sobre mudança climática (COP26) em 2021. “Embora este ano tenha tomado um caminho muito diferente daquele que esperávamos, o Reino Unido está olhando para o futuro e aproveitando a oportunidade para trazer mais verde de volta”, diz Johnson.

A “revolução industrial verde” proposta para o Reino Unido inclui uma ampla gama de iniciativas que estimulam o crescimento econômico. E prevê investimentos em transporte público e em soluções para tornar aviões e navios menos poluentes.

Outros países europeus têm planos semelhantes. A França, por exemplo, pretende proibir a venda de veículos movidos a combustíveis fósseis em 2040. A Noruega quer fazer o mesmo já em 2025. No Estado norte-americano da Califórnia, a ideia é implementar uma lei nessa mesma linha até 2035.

PARCERIA

A chinesa Geely e a alemã Daimler anunciaram o desenvolvimento de uma nova geração de motores modulares a combustão para serem utilizados em veículos híbridos. O propulsor deverá equipar veículos produzidos tanto na Alemanha quanto na China.

A maior parte da produção, será destinada ao país asiático, informou o jornal alemão “Handelsblatt”. Isso causou revolta nos trabalhadores alemães, que temem perder o emprego. A Daimler AG informou que as fábricas do país passarão por adaptações graduais para produção de motores eletrificados.

Os novos propulsores, que deverão estrear em 2024, serão usados em modelos da Mercedes-Benz desenvolvidos sobre a nova plataforma MMA (Mercedes Modular Architecture). Apesar de ter sido projetada para carros elétricos, a plataforma contará com espaço para motor a combustão, que poderá servir como extensor de autonomia ou, mesmo, equipar híbridos.

Segundo informações da agência Reuters, a união entre Daimler e Geely para fazer motores não deve resultar em perdas na parceria entre a Daimler e a francesa Renault. O motor 1.3 turbo utilizado por Mercedes-Benz, Nissan e Renault é resultado desta cooperação.

BMW

A BMW anunciou que não irá mais produzir motores a combustão na Alemanha. A fábrica de Munique, onde fica a sede da empresa, receberá investimento de € 400 milhões (R$ 2,5 bilhões) até 2026 para produzir veículos elétricos e componentes. A fabricante informou que os motores de 8 e 12 cilindros passarão a ser feitos na Inglaterra, enquanto os de 4 e 6 cilindros serão fabricados apenas na Áustria.

Em comunicado, Milan Nedeljkovic, membro do conselho da BMW responsável pela produção, disse que as fábricas da empresa passarão em breve a montar modelos elétricos. “Até o fim de 2022, todas as nossas fábricas alemãs produzirão ao menos um carro elétrico.”

Nos próximos anos, a BMW planeja lançar versões 100% elétricas dos sedãs de luxo das séries 5 e 7, além do SUV X1. Sem contar o inédito cupê i4, que deve chegar em 2021.

ES Brasil Digital

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