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terça-feira, 27 julho, 2021

Recorde de mais de 14 milhões de desempregados no Brasil

Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE, revelou que a taxa de desemprego no país é de 14,4%

O País registrou um recorde de 14,423 milhões de pessoas desempregadas no trimestre encerrado em fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego passou de 14,1% no trimestre encerrado em novembro para 14,4% no trimestre terminado em fevereiro. Em relação a novembro, são 400 mil pessoas a mais em busca de uma vaga. Em relação a fevereiro de 2020, são 2,080 milhões de pessoas a mais procurando trabalho.

A população ocupada somou 85,899 milhões de pessoas, 321 mil trabalhadores a mais em um trimestre. A população inativa (fora da força de trabalho) somou 76,431 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro, 18 mil a mais que no trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2020, a população inativa aumentou em 10,494 milhões de pessoas.

O nível da ocupação – porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – caiu de 54,5% no trimestre encerrado em fevereiro de 2020 para 48,6% no trimestre até fevereiro de 2021. No trimestre terminado em novembro de 2020, o nível da ocupação era de 48,6%.

Subocupação por insuficiência de horas trabalhadas

A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 8,0% no trimestre até fevereiro, ante 7,8% no trimestre até novembro, segundo o IBGE. Em todo o Brasil, há 6,890 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas.

O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior.

Na passagem do trimestre até novembro para o trimestre até fevereiro, houve um aumento de 177 mil pessoas na população nessa condição. O País tem 406 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas a mais em um ano.

Informalidade

O Brasil alcançou uma taxa de informalidade de 39,6% no trimestre até fevereiro, com 34,014 milhões de trabalhadores atuando informalmente. Em apenas um trimestre, mais 526 mil pessoas passaram a atuar como trabalhadores informais.

A proporção de trabalhadores ocupados contribuindo para a previdência social ficou em 64,4% no trimestre até fevereiro.

Carteira assinada

O trimestre encerrado em fevereiro mostrou um fechamento de 266 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em novembro. Na comparação com o trimestre até fevereiro de do ano passado, 3,928 milhões de vagas com carteira assinada foram perdidas no setor privado.

O total de pessoas trabalhando com carteira assinada no setor privado foi de 29,697 milhões no trimestre até fevereiro, enquanto outros 9,796 milhões atuavam sem carteira assinada, 62 mil a mais que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até fevereiro de 2020, foram extintas 1,848 milhão de vagas sem carteira no setor privado.

O trabalho por conta própria ganhou 716 mil pessoas a mais em um trimestre, mas ainda tem 824 mil a menos que o patamar de um ano antes, totalizando 23,653 milhões de pessoas.

*Com informações da Agência Estado

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