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quarta-feira, 1 dezembro, 2021

Quero investir na bolsa de valores. Como começar?

Muitas pessoas acreditam que investir na bolsa de valores é algo difícil, ou que é necessário ter muito dinheiro para começar a aplicar

Por Samantha Dias 

A recomendação, de fato, é ter algum conhecimento no assunto para evitar problemas, e ter uma carteira de ativos que seja compatível com o investidor, ou seja, em negócios e empresas que você conheça e se identifique. Quanto mais tempo você puder deixar o dinheiro aplicado, atrelado a um risco compatível, maiores serão as oportunidades de ganho.

A recomendação do especialista em gestão de negócios, Dr. Éber Feltrim, é começar o quanto antes, porque quanto mais jovem, maior será o tempo e o valor do rendimento. “Um jovem de 16 anos que começa a poupar e investir cerca de 15% dos ganhos mensais e aumenta esse número anualmente, pode chegar aos 35 anos com uma boa reserva. Na prática é muito importante considerar que quanto mais tempo você mantiver o dinheiro estocado, mais chances de ganho você terá”.

Mas, atenção! Investir na bolsa não é interessante para trabalhadores que recebem salário fixo. Hoje em dia, aqueles que antes optavam pela poupança, hoje procuram por meios mais eficazes de aumentar a renda. Aplicar em bolsa é uma caixa de surpresas, por conta de toda oscilação macro e microeconômica à qual ela está exposta, e também aos mercados externos.

De forma prática, como começar e montar uma carteira de investimentos?

A primeira dica é fazer uma avaliação do seu perfil como investidor, trabalho que pode ser feito com a ajuda de um mentor ou especialista. Com base nas informações de perfil, montar uma carteira voltada especialmente para os objetivos reais de um investidor, dentro do horizonte de tempo estipulado.

Existe a opção de contratar um consultor financeiro, que possa auxiliar a encontrar as melhores opções. Esses consultores também são responsáveis por fazer com que o investidor atinja sua meta de maneira mais assertiva, com ações com bons potenciais de ganho, afinal, nem todos estão dispostos ao método de tentativa e erro.

A partir desse ponto, uma boa recomendação é pulverizar os seus investimentos. Colocar todo o seu recurso em um único ativo ou em pouquíssimos ativos pode comprometer toda uma vida de trabalho. Lembre-se também de monitorar os valores, o mercado financeiro é muito dinâmico, por isso quem não mede, não gerencia. É quase impossível você ter ganhos cada vez melhores se engessar os investimentos numa única carteira, e não a movimentar periodicamente.

Um fator importante é lembrar de calcular os riscos, seja o seu perfil conservador ou arrojado, ter uma quantia reserva também é ideal. Esse cuidado é necessário para emergências e, em números, significa aproximadamente seis meses dos seus gastos essenciais, como aluguel, alimentação e saúde.

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