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sábado, 4 dezembro, 2021

Queda nas vendas do comércio

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Houve queda nas vendas do comércio de 0,6% em março em comparação a fevereiro

Por Heldo Siqueira

No ano, o indicador acumula queda de 0,6% no trimestre que se encerrou em março. O resultado positivo em relação ao mês anterior foi de hipermercados e supermercados, 3,3%.

Em termos mensais, o resultado representa um ajuste à trajetória, uma vez que em fevereiro o indicador havia apresentado crescimento de 0,5 ponto percentual (p.p.). Em relação ao trimestre, também é esperada uma queda, uma vez que o final do ano é a época de maior volume de vendas.

Além do resultado mensal positivo do setor de hipermercados e supermercados, no acumulado do ano, dados os setores que apresentam resultados positivos, móveis e eletrodomésticos (1,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,8%), pode-se inferir que uma parte da explicação reside nas estratégias de restrição social do combate ao recrudescimento da pandemia de Covid-19.

Como efeito das medidas, as pessoas estão permanecendo em casa, aumentando a demanda por esse tipo de comércio varejista. De maneira mais abrangente, a taxa de desocupação da população economicamente ativa encontra-se em ampliação desde dezembro de 2020, quando foi de 13,9%, atingindo 14,4% em fevereiro, segundo maior índice desde 2018. Esse movimento faz com que as pessoas tornem-se menos dispostas ao consumo, uma parte pela perda da renda e outra pelo medo de serem demitidas em um momento posterior.

Mesmo assim, o indicador apresenta crescimento de 0,7 p.p. quando se consideram os 12 meses anteriores, resultado melhor que o de fevereiro, que foi de 0,4 p.p. Esse resultado pode representar uma mudança da trajetória para os próximos meses.

Entretanto, parece improvável que qualquer resultado nesse sentido seja muito duradouro pois, além da desocupação elevada, já há aumento dos juros por parte do Banco Central de 2,75% para 3,5% na última reunião do Comitê de Política Monetária.

Heldo Siqueira é economista e conselheiro do Corecon-ES

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