Mercado financeiro eleva a projeção da inflação

Os produtos nos supermercados são os que mais sofrem alteração nos valores por causa da inflação. - Foto: Divulgação / Agência Brasil

As empresas consultadas informaram que a projeção do IPCA subiu para 3,52%

A projeção da inflação foi elevada mais uma vez, conforme avaliação de empresas que atuam no mercado financeiro e que foram consultadas pelo Banco Central (BC).

De acordo com as informações divulgadas nesta segunda-feira (02), no Boletim Focus, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 3,46% para 3,52%.

Sendo assim, a estimativa para 2020 de inflação se mantém há cinco semanas em 3,60%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

Já para 2019 e 2020, as estimativas continuam baixas. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022. Há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

Um dos instrumentos utilizados pelo Banco Central é a taxa Selic, que é a taxa básica de juros, usada para influenciar todas as taxas do país. Atualmente, ela está definida em 5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve cair para 4,5% ao ano até o fim de 2019. Para 2020, a expectativa é que a taxa básica permaneça nesse mesmo patamar. Para 2021 e 2022, as instituições estimam que a Selic termine o período em 6% ao ano e 6,5% ao ano, respectivamente.

Vale lembrar que quando a Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato. Quando ela é aumentada a intenção é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Atividade econômica

Além disso, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, se manteve em 0,99%. De acordo com as estimativas das instituições financeiras para 2020 variou de 2,20% para 2,22%. Para os anos seguintes, não houve alteração em relação à pesquisa anterior: 2,50% em 2021 e 2022.

Já a previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 4,10 para o fim deste ano e R$ 4,01 para 2020.

*Da redação, com informações da Agência Brasil

Leia Também:
Conteúdo Publicitário