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quarta-feira, 20 outubro, 2021

Profissionais do Jayme ajudam paciente a encontrar filha após seis anos sem contato

Internado por cerca de 60 dias no Anexo Jayme, na Serra, devido a complicações pelo novo coronavírus, Hélio Francisco Alves, de 57 anos, viu sua vida ser transformada.

O paciente, que chegou à unidade em precária situação social, não via sua família há seis anos, mas com o trabalho do Serviço Social e Psicologia, o reencontro será possível.

Durante a sua internação, em atendimento que envolveu a equipe multidisciplinar do Anexo, acompanhando-o em sua integralidade, foi possível realizar a busca ativa pela identidade do paciente, uma vez que a sua entrada se deu sem qualquer documento civil e com quadro de desorientação.

“Olhamos o paciente enquanto ser humano. Ele precisava mais do que assistência à saúde, precisava de amparo e de se reestabelecer enquanto cidadão. Não foi fácil, mas conseguimos localizar a família. Uma de suas filhas, que mora no Maranhão, deseja acolher o pai em seu lar. Trabalhamos a partir dos vínculos familiares e com o desejo do paciente que era o de poder encontrar sua filha”, explicou a assistente social, Viviane Fonseca.

Para a psicóloga que o acompanhou, os profissionais e o Hospital Dr. Jayme Santos Neves são parte da história do paciente. “Diante de tanta pressão para ‘salvar vidas’, essa é uma história de superação. Enquanto profissionais da saúde, conseguimos resgatar a subjetividade do Hélio, dando-lhe mais do que a vida, devolvendo sua história”, considerou Samara Onezorge, psicóloga do Anexo Jayme.

O trabalho do Serviço Social garantiu ainda a alta hospitalar segura do paciente, na última quarta-feira (21) e o encaminhamento para a retirada de novos documentos e, assim, poder reencontrar a filha no Maranhão.

“Primeiro, descobrimos a identidade e desvendamos toda sua história. Depois de reestabelecidos os vínculos familiares, estreitamos a relação com moradores da vizinhança e conseguimos que fosse abrigado na casa de amigos até que refaça seus documentos e consiga viajar para o Maranhão”, completou a assistente social, Viviane Fonseca.

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