Produção industrial no ES cai 2,4% no 1º trimestre

A produção industrial física do Espírito Santo na comparação entre março de 2012 e março de 2011 apresentou recuo de 2,4%, conforme apontou pesquisa divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, a baixa teve como causa a queda de 6,5% da indústria de transformação, pois a indústria extrativa cresceu 3,8%, puxado pela maior produção de óleo bruto de petróleo. Foi o que explicou o presidente do Sistema Federação das Indústrias do ES (Findes), Marcos Guerra. Por Dóris Fernandes

De acordo com a divulgação do IBGE, as perdas mais intensas foram verificadas em São Paulo (-6,2%) e em Santa Catarina (-6,0%). Os demais resultados negativos, porém, com contribuições menores, foram assinalados por Rio de Janeiro e Espírito Santo (-2,4%), região Nordeste (-1,4%), Minas Gerais (-0,7%) e Bahia (-0,7%). Entretanto, Goiás (24,7%) e Paraná (15,0%) apontaram as expansões mais acentuadas, refletindo a maior produção do setor de produtos químicos, no primeiro local, e de edição e impressão, de acordo a pesquisa.

Guerra explicou que a indústria capixaba a de transformação em específico, a queda foi devida à metalurgia básica, que retraiu 45,1% na produção siderúrgica. Já a produção de alimentos e bebidas teve aumento de 24,8%, devido à maior fabricação de bombons (páscoa) e produtos embutidos de carne suína. A produção de minerais não metálicos aumentou 14,5% (basicamente através do cimento “Portland”) e celulose, papel e produtos de papel com aumento de 4,7% causado pelo aumento de produção de celulose.

“A retração até certo ponto é natural, pois no ano anterior tivemos recuperação de grandes quedas ocasionadas pela crise econômica mundial de 2008, e é muito difícil manter patamares elevados constantemente”, pontuou o presidente do Sistema Findes. Ainda ele, no que diz respeito à indústria de transformação, os dados são preocupantes, uma vez que o ES registra quedas desde o segundo semestre do ano passado. “Culminando com índices negativos mais para o final de 2011 até os dados atuais”, avaliou.

Marcos Guerra destacou a necessidade de o Governo Federal intervir. “É preciso que avance muito mais no sentido de reduzir o “Custo Brasil” e, desta forma, torne nossa indústria mais competitiva, pois a retração na indústria de transformação ocorre em nível nacional e não somente no Espírito Santo”, avaliou o presidente da Findes.

O Governo Federal reconhece a desaceleração na produção. Deste modo, tomou algumas medidas, que vão desde o acesso a financiamentos bancários com juros menores e, até, a redução dos custos da folha de pagamento.

Já o vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Carlos Ferraz, disse nesta quinta-feira (10), após divulgação da pesquisa, que ainda não foram definidas novas reduções de juros para os financiamentos do banco. E, que as empresas eram esperadas para as reduções já feitas.

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