Procon da Serra orienta consumidores sobre valores de combustível

O procon da serra faz visitas periódicas aos pontos de combustíveis
(Fotografia - Shutterstock)

A fiscalização é para comprovar se o preço é abusivo ou se é apenas uma prática de mercado

Motorista que precisa abastecer seu veículo sabe que o preço do combustível, de tempos em tempos, costuma oscilar e quase sempre o valor cobrado pelo litro aumenta. Na hora de encher o tanque, os valores são altos. Nessa hora, costuma surgir o questionamento: há fiscalização sobre os preços praticados?

O Procon da Serra está de olho nas variações dos preços e atua constantemente na fiscalização dos estabelecimentos comerciais de qualquer natureza instalados no município. Na rotina da equipe de fiscalização e também após denúncias, os fiscais visitam os postos de combustíveis e os donos precisam apresentar as notas com os valores de compra do combustível nas refinarias e de venda aos consumidores, para verificar se estão de acordo.

Mas a diretora do Procon da Serra, Nívia Passos, explica que nem sempre os preços cobrados, embora desagradem alguns consumidores, estão em desacordo com as boas práticas.“Quando o valor por litro cobrado por determinado estabelecimento está, por exemplo, R$ 0,50 mais caro que outros, isso já pesa para o consumidor, mas não significa, necessariamente, que o proprietário está agindo de forma abusiva. São vários fatores que podem influenciar no valor do combustível. Além disso, o consumidor também tem a liberdade e nós reforçamos a orientação que ele faça pesquisas de preços”, explica.

Valor do dólar, do petróleo e o custo do frete são fatores que influenciam o preço do combustível. Ou seja, quando um ou mais desses fatores têm alta, o combustível também pode aumentar.

“Além disso, o que acontece, às vezes, é que quando um posto está cobrando mais barato pode ser referente a produto que ele tinha em estoque, comprado nas refinarias a preços mais baixos. Quando os valores no mercado aumentam, os demais postos compram já a preços mais elevados e repassam aos motoristas. Aquele que tinha estoque consegue vender mais barato”, disse a diretora do Procon da Serra.


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