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sábado, 19 junho, 2021

Privatização da Codesa vai atrair R$ 1 bilhão de investimentos

Governo federal publicou regras para privatização da Codesa. Previsão é que o leilão aconteça no último trimestre deste ano

por Samantha Dias 

O governo federal divulgou as regras para a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), atual administradora do Porto de Vitória e da Barra do Riacho, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo.

De acordo com a medida, a ação acontecerá por meio da venda de 100% das ações da estatal. Segundo o Ministério da Infraestrutura, a previsão é que o leilão ocorra no último trimestre deste ano, com expectativa de atrair investimentos de até R$ 1 bilhão.

O leilão vai abranger tanto a concessão da administração dos terminais portuários quanto a exploração indireta das instalações. A resolução veda a exploração direta das estruturas. A empresa que vencer o certame terá a concessão da administração dos portos por 35 anos, podendo ser prorrogado por mais cinco anos.

O secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, disse que a privatização chega em momento oportuno, já que o Brasil passa por uma situação de restrição fiscal e busca atrair novos investimentos.

“A ideia é que tenhamos uma condição de competitividade muito melhor, com portos muito mais dinâmicos, sem o peso trazido pelo modelo de gestão estatal e também pelas flutuações políticas. O concessionário assumirá o negócio com a obrigação de realizar investimentos, com metas de melhoria de parâmetros de desempenho”, acrescentou.

“Estamos muito confiantes de que a desestatização vai gerar bons resultados para as cadeias logísticas que dependem desses portos. A desestatização da Codesa mira, acima de tudo, serviços mais eficientes e dinâmicos, e vai gerar uma redução de custos logísticos para enfrentarmos um dos principais problemas do país: o custo de transporte de mercadorias”, afirmou o secretário.

Procurado, o Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex) informou, em nota, que defende uma área portuária com excelência de serviços e alta produtividade, que deve oferecer agilidade e soluções que atendam às necessidades das empresas do setor de comércio exterior e toda cadeia logística que opera no porto e entorno.

“Queremos um ambiente favorável e competitivo para nossos associados e empresas que fazem parte da cadeia logística no Espírito Santo, onde possamos estruturar operações e negócios, aumentar o potencial do Estado e atrair novas empresas e investimentos. A área portuária tem papel fundamental neste processo, estaremos sempre prontos para participar e contribuir. Se a privatização vier para trazer esses benefícios, por meio de melhorias de produtividade, prazos e custos para a operações de nossos associados e parceiros da cadeia de logística, estaremos indo ao encontro de nossos objetivos”, disse Breno Sasso Alighieri, coordenador do comitê técnico de logística do Sindiex.

*Com informações da Agência Brasil

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