Com redução de 4,9%, preço médio do litro da gasolina caiu R$ 0,14 e pode chegar às bombas
Por Kikina Sessa
A gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras ficou mais barata a partir desta terça-feira (21), com redução de 4,9%. Na nota, a Petrobras informa que a redução será de R$ 0,14 o preço médio para cada litro vendido pela petroleira, com isso, o valor final será de R$ 2,71. Segundo o comunicado, esta é a segunda queda nos preços de gasolina este ano, somando um total de redução superior a 10% em 2025.
O economista Eric Gil Dantas, do Observatório Social do Petróleo, acredita que, na bomba, a redução será a mesma. E alerta aos consumidores para ficarem de olho na mudança dos preços.
“É fundamental que os consumidores e órgãos de fiscalização fiquem atentos. Distribuidoras e postos dobraram as margens de distribuição e revenda nos últimos anos, especialmente nesses momentos, quando reduziram seus preços em um proporção menor que a Petrobras, aumentando, assim, seus lucros.”
Ele explica que a redução foi motivada pela queda nos preços do petróleo no exterior. “Desde maio de 2023 a Petrobras não adota mais o preço de paridade de importação, política que vigorou durante os governos Temer e Bolsonaro. Naquele modelo, os preços eram definidos com base em uma simulação de quanto custaria importar combustível para o Brasil. Na política atual, a empresa ainda considera o mercado internacional como referência, mas realiza os reajustes de forma mais espaçada, buscando garantir maior estabilidade aos preços internos”.
De acordo com o painel Monitor de Preços de Combustíveis, da Secretaria de Estado da Fazenda, que permite o acompanhamento dos valores praticados no mercado capixaba, ainda não é percebida a redução nas bombas.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Espírito Santo (Sindipostos) explica que o impacto ao consumidor dependerá de como esse reajuste se comportará ao longo da cadeia: das distribuidoras para os postos e destes para o consumidor. “Cabe sempre reforçar que o preço dos combustíveis é formado por diversas variáveis e o mercado é livre, onde distribuidoras e postos definem seus preços conforme custos e estratégias comerciais”, diz o Sindipostos.
Composição do preço final
A redução de quase 5% é no preço da gasolina vendida pela Petrobras para as distribuidoras. O preço nas bombas também é influenciado por outros fatores: além do preço de venda às distribuidoras – que é pouco mais de 30% do valor final – o que a gente paga na hora de abastecer leva em conta o preço de distribuição e revenda (19,3%); o custo do etanol anidro (14,9%); além dos impostos estaduais e os federais (23,4% de ICMS e 10,9% tributos da União).
Apesar da queda no preço da gasolina, a Petrobras manteve o preço de venda do diesel para as distribuidoras.

