Parque Botânico da Vale: uma experiência única

O espaço, com 33 hectares de área verde, possui cinco trilhas ecológicas disponíveis para os visitantes. Foto: Next/Editorial

Estar em harmonia com a natureza e experimentá-la em todos os sentidos, com liberdade e respeito, contribui para a melhora da qualidade de vida

Quem visita o Parque Botânico da Vale, localizado em Jardim Camburi, Vitória (ES), coleciona momentos de tranquilidade e harmonia com a natureza. A professora Dayane Dias visitou o parque pela primeira vez e indica como local ideal para uma boa leitura e realização de atividades culturais.

Um dos principais atrativos do parque é o Jardim Sensorial, que proporciona aos visitantes experiência única.

Estar em contato direto com plantas e caminhar pelas pistas sensórias existentes no piso, composto com diferentes materiais, como madeira, borracha e grama sintética, faz com que a pessoa experimente sensações e níveis de estabilidade diversos. Também o olfato é estimulado por plantas que exalam perfumes variados, ervas, temperos e plantas medicinais. O Jardim sensorial inclui experiência auditiva, com o canto dos pássaros, além do pequeno lago com cascata que permite o som do movimento dos peixes e do cair das águas. Tudo isso conectado ao conjunto de formas, cores e volumes, que estimulam a visão.

“O parque é um ambiente muito agradável, cercado pela natureza e com diversas atividades durante o dia. Tem trilhas, passeio de ônibus pelo complexo, brincadeiras e oficinas dadas pelos próprios funcionários do local”, aponta Dayane.

O coordenador do Parque Botânico, Vitor Maciel, explica que o espaço foi implantado a partir da percepção da equipe sobre o aumento do número de pessoas atendidas com deficiência múltipla (mental e motora associada à sensorial).

“O Jardim Sensorial veio para suprir o nosso desejo de oferecer novas alternativas de atendimento, com espaços agradáveis e apropriados aos visitantes com deficiência. Com ele, atendemos à necessidade de uma estimulação sensorial efetiva”, relata Vitor.

As instituições que passarem pelo jardim poderão realiza, com a presença de um guia, oficinas sensoriais que estimulam os cinco sentidos, a partir do contato com a natureza. “Esse estímulo contribui até mesmo para a melhora da qualidade de vida”, ressalta o gestor.

Inclusão

Por meio do Programa Inclusivo de Educação Ambiental é estimulado o desenvolvimento físico e mental dos visitantes, além dos sentidos clássicos da visão, audição, olfato, gustação e tato, a propriocepção e o equilíbrio.

Todo o jardim foi pensando para atender aos diversos públicos, em suas diferentes necessidades, sendo totalmente acessível com placas em Braille – sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão – e acesso facilitado para cadeirantes.

A acessibilidade do local foi um dos fatores que chamaram a atenção de Dayane. “Todo o ambiente é acessível, não possui obstáculos que impeçam o acesso, inclusive para portadores de necessidades”, elogia. A professora conta ainda que, durante a visita ao parque, foi despertada para novos conhecimentos sobre respeito e preservação da natureza. “Agora também tenho uma boa noção de como funciona o complexo de tubarão”, ressalta.

“É de suma importância a existência de ambientes como este em meio a uma cidade grande. Uma ótima opção de lazer tanto para quem na cidade quanto para turista poderem desfrutar da natureza”, aponta a professora Dayane.

Trazidas pelas instituições agendadas, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), o parque recebe, de formar regular, mais de 200 pessoas com alguma deficiência, além dos visitantes espontâneos que comparecem com as suas famílias.

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