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quarta-feira, 17 abril, 2024

Confira as análises de economia do Corecon

Na coluna Panorâmicas o Corecon aborda o que há de malis atual na economia capixaba e nacional

RENEGOCIAÇÃO NA CRISE

O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), indicador utilizado em contratos de locação de imóveis, registrou uma alta de 31% no último ano e isso tem levado donos de imóveis e imobiliárias a negociarem descontos com lojistas, muitos deles com seus negócios afetados pelas medidas restritivas para conter a pandemia.
O economista Vaner Corrêa avalia essa alta como preocupante por conta do efeito de contaminação que pode exercer sobre o índice oficial da inflação,
o IPCA. “Neste momento, é importante que os contratos de alugueis migrem para o IPCA anual, que o Sistema Financeiro Nacional não utilize este indexador, o IGP-M, no mercado bancário, e que o ministro Paulo Guedes assuma a direção da Economia”.

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Confira as análises de economia do CoreconPREÇOS EM ALTA

OO Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, aumentou 0,82% em março e acumula alta de 6,63% nos últimos 12 meses, segundo dados da FGV.
O conselheiro do Corecon-ES Sebastião Demuner atribui o cenário ao retorno da inflação impulsionado pelo aumento do petróleo no mercado internacional.
“Os custos da produção aumentam e isso compromete toda a cadeia produtiva, afetando principalmente as famílias de baixa renda. Uma das alternativas seria o governo tirar o monopólio da Petrobras e, assim, gerar mais competitividade”.


FOME CASTIGA NA PANDEIAConfira as análises de economia do Corecon

O Inquérito Nacional sobre Segurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 no Brasil, conduzido pela Rede Penssan, revelou que a fome atingiu 19 milhões de brasileiros em 2020.
Na avaliação do economista Claudeci Pereira Neto, a crise sanitária atual escancarou as diversas desigualdades existentes no Brasil. “Estamos pagando um alto preço pelos caminhos escolhidos no passado e no presente. A histórica desigualdade racial, que impossibilita que parte da população desenvolva suas capacidades, o desequilíbrio econômico entre as regiões, a concentração de terras e as insuficientes políticas para o campo, e a falta de oportunidades nas cidades são alguns antecedentes que se somam aos problemas atuais”.


TENDÊNCIA DE EMPREGO PIORA

O Indicador Antecedente de Emprego da FVG caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu o menor nível desde agosto de 2020. Caiu 5,8 pontos em março, para 77,1 pontos.
O economista e conselheiro do Corecon-ES Heldo Siqueira explica que a trajetória do índice reflete um pessimismo dos agentes com a trajetória da economia no futuro.
“A expectativa de crescimento do PIB para o ano estava em 3,50%, caindo para 3,17% no último levantamento feito em abril. Esse movimento se reflete na expectativa das empresas de contratar, explicando a trajetória do indicador de antecedente do emprego”.


CRESCIMENTO AMEAÇADO

AAs estimativas do PIB para este ano, conforme dados do Relatório Focus do Banco Central do Brasil, indicam um crescimento de 3,04%.
Na avaliação de especialistas, contudo, isso não garante a retomada econômica, tendo em vista os desafios a serem superados em razão dos impactos provocados pela pandemia.
“O mercado é bastante influenciado pelas expectativas dos agentes econômicos.
A vacinação em massa da população, o auxílio emergencial para atenuar a escassez da renda dos mais necessitados e créditos subsidiados aos setores mais afetados são pilares que precisam ser garantidos para que o crescimento indicado se concretize, analisou o conselheiro do Corecon-ES Ricardo Paixão.

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