Orquestra de Budapeste faz apresentação única no Theatro Carlos Gomes

A Budapest Chamber Symphony, conhecida como umas das orquestras de câmara mais atuantes e requisitadas na Hungria pela sua versatilidade e talento, chega a Vitória na quarta-feira (18), às 20 horas, no Theatro Carlos Gomes, em Vitória, para participar do terceiro espetáculo do projeto Cultura na Escola – série Concertos Internacionais.

A série de concertos mensais acontece sempre com orquestras renomadas do cenário internacional da música erudita, com realização da Faculdade de Música do Espírito Santo Maurício de Oliveira, a Associação Cultural Ricardina Stamato, as secretarias de Estado da Cultura (Secult) e da Educação (Sedu), com apoio cultural da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Vitória e Fundação Jônice Tristão.

Além da Orquestra de Câmara de Budapeste, seguem durante o ano as apresentações com a Orquestra de Câmara da Tchecoslováquia, em 29 de setembro; Orquestra da Ucrânia, em 22 de outubro; e a Orquestra da Alemanha, em 18 de novembro.

A entrada para os espetáculos é franca, sendo que os ingressos devem ser retirados na bilheteria do teatro, no dia do evento, a partir das 19 horas.

Concertos didáticos

O concerto didático, dentro do projeto Cultura na Escola da Sedu, será fechado para os alunos da rede estadual, e acontece no mesmo dia, às 14 horas, no Theatro Carlos Gomes. Participarão cerca de 450 alunos.

O objetivo é inserir os alunos das escolas da rede pública no contexto sócio-cultural e educacional, por intermédio da participação em apresentações musicais, fazendo com que os estudantes e a comunidade sejam estimulados pelo acesso a obras executadas por músicos de valores artísticos inigualáveis.

De uma maneira diferente, a vida dos compositores será narrada, além da exibição de imagens, dando a oportunidade dos alunos apreciarem e aprenderem sobre a obra e o autor de forma didática.

Masterclass de cordas

Outro diferencial da série 2010 são as masterclasses, ministradas por professores renomados internacionalmente, integrantes das orquestras convidadas.

As masterclasses são gratuitas e abertas à comunidade. Os músicos de violoncelo, violino e viola da Orquestra de Budapeste ministrarão as aulas no dia 18 de agosto, às 16 horas, na Fames.

Para obter mais informações sobre as inscrições, basta ligar para o telefone (27) 3636-3620, na Assessoria Acadêmica da Fames. O atendimento é realizado das 9 às 17 horas, de segunda a sexta-feira.

Budapest Chamber Symphony

A Orquestra de Câmara de Budapeste foi criada em 1992 por jovens pertencentes à Fundação Weiner-Szász de Budapeste, grupo húngaro com mais de 60 anos de atividades.

Seu objetivo principal é a preservação da mais fina tradição da música de câmara na Hungria. Possui extenso repertório que abrange desde o período barroco ao século 20.

A excelência desse grupo vem de seu berço, a Fundação Weiner, uma das mais conceituadas escolas de música de Budapeste, criada pelo professor e compositor húngaro Leo Weiner. É nessa escola que se formaram músicos da categoria de Géza Anda, Antal Dorati, Sir George Solti, Janos Starker e Sandor Végh, expoentes do mundo da música.

O grupo tem atuado como embaixador musical da Hungria em várias solenidades na Europa, América, Ásia, junto ao Imperador do Japão e aos reis da Espanha. A orquestra apresenta-se nas mais importantes salas de concerto do mundo ao lado de solistas internacionais como Isabelle Faust, Kim Kashkashian, Cyprien Katsaris, Zoltán Kocsis, Alexander Lonquich, Miklós Perényi, Jean Marc Philips Varjabedian, Victor Pikayzen, Andra Rost e Janos Starker. Seus concertos têm sido gravados pela Hungarian Radio e retransmitidos pela European Broadcasting Union para toda a Europa.

O grupo possui inúmeras gravações pelos selos BMC, Echiquier, Gramy, Hungaraton, Mega Records e Tibor Varga Collection. Em 2009, o grupo fez uma turnê pela América do Sul, com apresentações no Brasil, Argentina, Peru e Colômbia.

Na direção da Orquestra de Câmara de Budapeste está um conselho, formado por várias personalidades como Imre Romann, Judith Reger Szász, Peter Somogyi e Mihály Szilágyi.

Foto: divulgação

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