Onde tem indústria forte, tem desenvolvimento

Em meio à discussão de pautas relevantes para nossa economia, como a Reforma da Previdência, o Brasil celebra mais um Dia da Indústria.

Diante da relevância da data, há uma relação intrínseca entre vigor industrial e desenvolvimento socioeconômico que precisa ser reforçada.

Nesse sentido, é preciso rever prioridades e concentrar esforços em quem mais irradia oportunidades: a indústria.

O Espírito Santo é um Estado fortemente industrializado, visto que abriga cerca de 18 mil indústrias, que geram aproximadamente 180 mil empregos, pagando os melhores salários em todos os níveis de formação.

Estudo da CNI aponta que, a cada real produzido pela indústria, R$ 2,40 são gerados para a economia brasileira. O índice fica acima do resultado alcançado pela agricultura (R$ 1,66) e pelo setor de serviços (R$ 1,49).

É a indústria que mais designa recursos para pesquisa e desenvolvimento no setor privado (66%). Nesse sentido, a Findes liderou iniciativas como o Instituto Senai de Tecnologia, o programa Inovação na Indústria Capixaba (Inovic), a participação na Mobilização Capixaba pela Inovação e, em breve, a inauguração do FindesLAB.

Observamos nos últimos 40 anos uma aceleração no crescimento da indústria do Espírito Santo, que por se tratar de um segmento que enraíza o desenvolvimento da sociedade capixaba, iniciou o projeto Indústria 2035, identificando 17 setores portadores de futuro: os tradicionais que podem ir além, como rochas, agroalimentar e petróleo, e os emergentes, como economia digital e biotecnologia.

Considerando vocações regionais, estamos traçando os caminhos possíveis de desenvolvimento, com a identificação de entraves existentes, ações resolutivas e tecnologias-chaves para ampliar a competitividade dos setores, segmentos e áreas.
E não existe indústria competitiva sem educação de qualidade. Por isso, Sesi e Senai, que são uma entrega da indústria para a sociedade, concentram seus esforços na evolução da qualidade da formação. Somente no Espírito Santo, as entidades realizaram mais de 438 mil atendimentos para os capixabas ao longo de 2018, somando ações de educação, formação profissional, consultorias em tecnologia e inovação, promoção da cultura, saúde e segurança do trabalhador.

Trabalhamos por um novo ciclo de desenvolvimento no Estado, buscando induzir a inovação e a absorção de maior tecnologia em nosso tecido industrial, gerando agregação de valor.

Os números e os exemplos são incontestáveis: onde tem indústria forte, tem desenvolvimento.



Léo de Castro, é presidente da Findes

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