Óleo de amendoim: rico em gorduras do bem resistente a altas temperaturas

Recém lançado no mercado, o produto desenvolvido pela Sementes Esperança tem poucas calorias e grande concentração de gorduras insaturadas, que são essenciais ao bom funcionamento do organismo. O produto é ainda rico em vitamina E, um poderoso antioxidante que ajuda a combater os radicais livres

Ao longo dos tempos, muitos preconceitos foram associados ao óleo de amendoim. Prova maior disso é que, até hoje, há quem acredite que se trata de um óleo muito forte e muito calórico. A verdade é que nada disso é real.

Para começar, basta dizer que uma colher de sopa (ou 12g) de óleo de amendoim apresenta 108 kcal. De acordo com a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da Unicamp, tanto o óleo de soja, como o azeite de oliva extra-virgem – os dois principais concorrentes do óleo de amendoim – contém cerca de 106 kcal em cada porção de 12g, ou seja, uma diferença mínima em relação ao óleo de amendoim. Oras, mas se os três óleos apresentam basicamente a mesma quantidade de calorias, como decidir qual deles consumir?

Bem, o grande diferencial do óleo de amendoim é a versatilidade. Seu uso é indicado tanto para o preparo de pratos frios, como saladas, quanto em pratos quentes, como frituras, refogados ou cozidos. Isto porque as gorduras monoinsaturadas encontradas no óleo de amendoim são mais resistentes às altas temperaturas do que as poli-insaturadas, presentes em óleos como o de soja, canola, girassol ou similares. Enquanto outros óleos de cozinha começam a se degradar a uma temperatura de 180ºC, o óleo de amendoim se deteriora a partir de 220ºC, o que garante maior conservação de sua composição nutricional. Além disso, pesquisas científicas apontam que a larga presença de vitamina E na composição do óleo de amendoim também seria responsável, em partes, por preservar os seus nutrientes.

Tão bom quanto o azeite
Outro diferencial do óleo de amendoim é que ele é rico em gorduras mono e poli-insaturadas, que são aquelas que fazem bem para o organismo. Para que se tenha uma ideia, uma colher de sopa do produto possui, em média, 7g de ácidos graxos monoinsaturados e 2,9g de poliinsaturados.

O azeite de oliva extra-virgem, segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da USP, fica só um pouquinho à frente do óleo de amendoim no que diz respeito às gorduras monoinsaturadas, já que conta com cerca de 8,4g em cada colher de sopa. Mas, em compensação, no que diz respeito às gorduras poli-insaturadas, o óleo de amendoim mostra-se mais nutritivo, já que o azeite possui apenas metade (1,55g) deste tipo de ácido graxo.

As gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas têm origem nos vegetais e ajudam a diminuir os níveis de LDL (colesterol ruim) e de colesterol total. “Elas atuam contra as placas de gorduras, ou seja, diminuem a instalação de ateromas e, como conseqüência, afastam o risco de pressão alta, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e infarto”, diz a nutricionista Lilian Selerges, de São Paulo (SP).

Mais sabor
“O Óleo de Amendoim é um óleo de cor amarelo pálido, odor e sabor suave. Durante o preparo das refeições, ele não absorve o sabor da comida e nem o transfere para outros alimentos, mantendo o sabor natural dos ingredientes. Por isso é um grande aliado gastronômico. Ideal para cozinhar, fritar, temperar saladas e também como margarina”, conclui a nutricionista Lilian Selerges.

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