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sábado, 8 agosto, 2020

O que aprendi com a pandemia

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É preciso atenção para que esse abismo não piore

Não existem certezas, só processos… e eles são individuais. Assim poderia resumir o sentimento de viver em uma pandemia e o que aprendi com ela. Refletir sobre a afirmação de que “vemos o mundo a partir do que somos e não como ele realmente é” também ajuda a entender por qual motivo estamos em estágios diferentes, apesar de haver uma sucessão de fatos comuns que nos trouxeram até aqui.

11 de março de 2020. A Organização Mundial de Saúde declarou a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A partir dessa data, diversas medidas foram adotadas como mecanismo para reduzir a circulação do vírus e a contaminação das pessoas no mundo inteiro. Em termos gerais, declarar pandemia é informar oficialmente que há casos de uma doença em diversos continentes, podendo ser a transmissão classificada como “local” (uma pessoa infectada por outra pessoa que trouxe o vírus de fora do país) ou “sustentada / comunitária” (transmissão do vírus entre a população, uma pessoa adoece sem ter viajado para os países com registro da doença e transmite localmente para outra que também não viajou).

Porém, após meses vivendo esse “tempo pandêmico”, o que nos resta é encarar cada dia com gentileza e admitir que estamos em um processo e não temos certeza de nada… aprendi que admitir vulnerabilidade diante dos acontecimentos (e da própria vida) é uma forma de trazer conforto. Tentamos prever o futuro, classificando-o como o “novo normal”, o “novo tempo”, a pós-pandemia… melhor seria se nos ocupássemos em observar e agir “aqui e agora”, trabalhando nossas emoções, nossa criatividade e nossa capacidade de reinvenção… óbvio, não é mesmo?! Sim. Mas por ser tão óbvio e simples, muitas vezes nos distanciamos dessa ideia… por isso ela precisa ser dita e muitas vezes repetida.

Outra questão óbvia e que precisa ser relembrada (especialmente ao poder público) é que não existe “todo mundo no mesmo barco”. A pandemia piorou a situação (econômica, social e emocional) de muitas pessoas e segue maltratando grupos já prejudicados. Como bem definiu André Carvalhal, “tendemos a querer impor regras generalistas e criar pacotes de pessoas como se todos fossem iguais”. Não somos iguais e a tendência é que essas diferenças cresçam ainda mais. É preciso atenção para que esse abismo não piore, apesar de saber que não há como pausar a vida e as consequências de anos de gestão precária de informações sobre as famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, por exemplo.

 

Dedico um olhar especial à ruptura de padrões de comportamento por conta da pandemia (e que já impacta as relações de consumo). Com o isolamento social, protocolos sanitários, restrições de horários para algumas atividades comerciais, alteração da rotina e maior utilização da tecnologia (tanto para o trabalho quanto para o entretenimento e lazer), nasceu um novo consumidor, mais exigente e focado em seu bem-estar e nas necessidades de estar seguro diante das incertezas. Nosso dindim mais do que nunca vale muito! Dessa forma, as empresas precisam estar atentas (caso ainda não tenham despertado) e buscar “ir além” em suas entregas, aplicando novas estratégias para conquistar e fidelizar seus clientes. E nunca esquecer que apesar das relações de consumo (reais e simbólicos) estarem baseadas em sua maioria em plataformas digitais, são pessoas lidando com pessoas (que por sua vez oferecem produtos e serviços). Regra de ouro que não deve ser negligenciada. Mais um lembrete óbvio e que infelizmente precia ser dito diante da falta de habilidade de alguns negócios nesta pandemia.

Despeço-me com muita fé, esperança (em dias melhores), zelo e responsabilidade (incluindo ações em diversas dimensões). Sigo vendo o mundo a partir do que sou, com a “estranha mania de ter fé na vida” (como bem escreveu Milton Nascimento), enfrentando as adversidades e a insegurança desse “novo tempo” e cantarolando Gil pois “a fé não costuma faiá”!

E você, o que aprendeu até agora com esta pandemia?

Danielly Medeiros é jornalista, especialista em Economia para Jornalistas e Comunicadores Institucionais pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

ES Brasil Digital

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