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sábado, 8 agosto, 2020

O mercado garantido com uma boa educação

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A educação pautada nos valores de berço tem sido um grande diferencial de competitividade na hora das entrevistas para determinada vaga de emprego, ao mesmo tempo que tem se tornado um desafio para gestores de RH.  É que o ritmo frenético do mercado contribui para a falta de referências quanto à educação, e fica claro que as pessoas vêm perdendo cada vez mais os limites, principalmente as novas gerações, cujos valores têm sido muito superficiais.

De acordo com a professora da M. Murad/FGV e especialista em gestão de pessoas, Anna Cherubina Scofano, uma boa educação é refletida no comportamento dos profissionais. Mas encontrar um profissional com tal perfil tem sido um desafio para os departamentos de Recursos Humanos.

Ela aponta que as condutas e atitudes estão bastante atreladas aos princípios, à formação e à educação de base. “Por vezes, fica claro que as pessoas vêm perdendo cada vez mais os limites, principalmente as novas gerações. Essas pessoas também levam um tempo maior para o seu crescimento humano”, avaliou, dizendo que o mercado atua com bastante foco em tentar identificar pessoas melhores, mais alinhadas com as expectativas das empresas e que, acima de tudo, saibam trabalhar e atuar em equipe. “Para tanto, as empresas investem cada vez mais em ferramentas que possam identificar o perfil dos candidatos às vagas para contratação.”

A empresa de tecnologia Totvs tem utilizado para analisar o perfil de seus candidatos o E-Talent, uma ferramenta que utiliza metodologia criada justamente para esse objetivo: o DISC (sigla em inglês de Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade, as quatro principais características que determinam o comportamento humano). A gerente de RH da Totvs-ES, Fabíola Costa explica que a ferramenta é mais um dos meios utilizados para a escolha de um colaborador e destaca que o grau de educação conta muito na hora da decisão por um candidato ou outro.”A educação abre portas. Ela é analisada pelo entrevistador. Na empresa, as entrevistas são realizadas tanto pelo profissional de RH, quanto pelo gerente da área. Hoje, 80% de nossa equipe estão nas ruas, seja atendendo o cliente ou vendendo. O profissional leva o nome da empresa e deve ser a vitrine dela, a representando em todos os lugares, pois, se houver alguma postura de falta de educação, isso refletirá não somente na carreira do profissional, mas também na empresa.”

Fabíola relata ainda que a verdadeira análise da educação é feita no dia a dia. “É no convívio que observamos o comportamento de nossos colaboradores. Na Totvs do Estado nunca tivemos dificuldades e creio que isso se deve ao treinamento que é ofertado pela empresa. Quando o colaborador é admitido, ele fica um dia no RH aprendendo as normas de conduta que norteiam a empresa. Assim, ele já tem noção de seus direitos e deveres”, explica.

Ética vale ouro na carreira
Há algum tempo, falou-se muito de inteligência emocional e, mais recentemente, a ética passou a ser tema obrigatório nos eventos de gestão. Diferentemente dos tempos em que a capacidade e/ou conhecimento técnico justificavam a acidez no tratamento com outros, atualmente espera-se mais no que diz respeito ao comportamento e à ética. Isso porque tem se estabelecido uma visão mais holística do ser humano, e a inabilidade na convivência e tratamento com os outros já não se justifica tão facilmente.

Para o administrador Usiel Carneiro de Souza, muitos profissionais, mesmo com grande competência técnica, limitam sua trajetória pela falta de habilidade em conviver e ser capaz de lidar com as diferenças. Para ele, solucionar conflitos e atuar com ética são aspectos, em alguns casos, mais valorizados do que a própria habilidade técnica.

“Normalmente, a fraqueza nessa área já está presente na vida do profissional quando ele entra na organização. Dentro dela, ele apenas piora”. Usiel enfatiza que há pelo menos dois aspectos que contribuem para a fraqueza profissional: um ambiente ou cultura organizacional ruim e a influência de chefes limitados nesse aspecto, pois o profissional tende a aculturar-se, assumindo, em grande parte, o comportamento, os valores e a ética dos colegas. “Dessa forma, o aculturamento acontece quase sem que se perceba, sem julgamento, e, não poucas vezes, esse ambiente em que o profissional está se formando é marcado por problemas comportamentais e éticos”, acentuou.

Por outro lado, Usiel diz que há o exemplo de líderes com quem o profissional recebe influências positivas. “A verdade é que líderes sempre influenciam e deixam marcas naqueles com quem convivem. Cada vez mais, as empresas estão investindo em treinamentos que focam no relacionamento interpessoal. Há esforços e investimentos na divulgação de valores e comportamentos desejáveis, entre outras razões porque o comportamento não ético e os conflitos geram custos difíceis de mensurar.”

Em síntese, profissionais éticos e com habilidade no relacionamento interpessoal são muito valorizados. “Eles são mais adequados para o trabalho em equipe e representam melhor a empresa, especialmente quando têm a oportunidade de liderar. Ser um profissional adequado, viver e atuar com valores e ética será sempre uma escolha”, enfatiza.

Anna Cherubina Scofano lamenta que, para algumas pessoas, a educação até pode vir de berço, porém, isso não ocorre para a maioria delas. Ana conta ainda que não existe nada que impeça que os profissionais desenvolvam, com excelência, suas competências.
A maior dificuldade está neles mesmos, na necessidade de melhoria como indivíduo e, consequentemente, como profissional.

“As pessoas vivem de forma bastante individualista, se consideram o centro do mundo e cheias de razão para tudo o que fazem. Suas justificativas, muitas vezes, são superficiais e o que elas mais precisam fazer é olhar para dentro de si mesmas. Esse olhar deveria ter o foco da melhoria constante como ser humano e na aceitação por parte do indivíduo da sua necessidade de mudanças comportamentais”, acrescenta.

As relações profissionais demandam respeito, educação no trato interpessoal, linguagem e postura adequada. Ou seja, o aspecto comportamental do indivíduo tem sido fator de atração, manutenção ou desligamento de profissionais. Deve-se, portanto, estar atento para o fato de que técnicas são fáceis de serem adquiridas; em contrapartida, as competências comportamentais que garantem a entrada e a manutenção dos profissionais no mercado carecem de anos de exercícios e resiliência.

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