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domingo, 13 junho, 2021

MPES cobra que 26 cidades do ES apliquem 54 mil doses de vacinas estocadas

Cerca de 54 mil doses de vacinas destinadas à aplicação da primeira dose contra a covid-19 ainda não foram utilizadas em 26 municípios da região Sul do Espírito Santo.

Por Munik Vieira

Nessa quarta-feira, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) realizou uma reunião virtuais com os secretários municipais de Saúde desses 26 município, cobrando planejamento e adoção de providências imediatas para essas doses sejam utilizadas, de forma que os imunizantes não fiquem estocados ou armazenados.

Conforme dados verificados pelo Ministério Público no painel Covid-19 do Estado do Espírito Santo e as informações do Ministério da Saúde em relação às doses distribuídas e aplicadas da D1, 54,7 mil doses das vacinas que foram retiradas pelos municípios na Superintendência Regional de Saúde da Região Sul ainda estão armazenadas nas câmaras refrigeradas dos municípios, sem que tenham sido aplicadas.

“Estamos em meio a uma pandemia, precisamos levantar onde estão essas doses, e por que ainda não foram aplicadas. Se temos mais de 50 mil doses armazenadas somente na Região Sul, sem aplicação, estamos prejudicando toda a população capixaba. É necessário que essas vacinas não apenas cheguem nos municípios, mas que sejam efetivamente aplicadas. A vacina precisa estar no braço da população priorizada nesse momento, e não em câmaras refrigeradas”, cobrou Inês Thomé, promotora de Justiça, na abertura da reunião.

A promotora do MPES também questionou os secretários quanto à demora para a retirada das doses que chegam na Superintendência Regional de Saúde. “Temos dados de que as vacinas chegam, e alguns municípios demoram quase uma semana para buscar as doses e, depois, ainda temos a demora para o início da imunização. É de suma importância que a Campanha Nacional de Vacinação avance com planejamento e responsabilidade para alcançarmos uma imunização coletiva satisfatória”, advertiu.

Municípios

Por sua vez, os representantes das prefeituras informaram dados atualizados da vacinação, justificando que o total das doses aplicadas seria maior que o registrado, o que não vêm ocorrendo em razão das dificuldades que enfrentam (falta de recursos humanos) para inserir os dados no sistema do Ministério da Saúde, gerando informações defasadas. Também relataram dificuldades para atingir determinados públicos prioritários contemplados na imunização, em razão de dificuldades logísticas, entre outros fatores.

A dirigente do Caops orientou as secretarias municipais a realizarem com urgência mutirões para a inserção dos vacinados no sistema do Ministério da Saúde para permitir a atualização dos dados. O MPES realizará reuniões virtuais nos próximos dias para tratar do mesmo tema com os municípios das Regiões de Saúde Norte/Central e Metropolitana.

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