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sábado, 31 julho, 2021

‘Meta é superar medalhas em Tóquio’ diz diretor do COB

O diretor-geral do COB, Rogério Sampaio, no entanto, evita estipular um número exato de medalhas, como ocorria em edições anteriores dos Jogos

Por Raphael Ramos (Agência Estado)

A meta do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio é superar a quantidade de medalhas conquistadas na Rio-2016, quando o País ficou na 13.ª colocação geral, com 19 pódios, sendo sete de ouro, seis de prata e seis de bronze. O diretor-geral do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Rogério Sampaio, no entanto, evita estipular um número exato de medalhas, como ocorria em edições anteriores dos Jogos. “Nunca vi ninguém que fizesse uma previsão dessa acertar”, diz o ex-judoca nesta entrevista ao Estadão.

Para que os atletas brasileiros cumpram a partir do di a 23 de julho no Japão o plano do COB montado pelo comitê mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia, foram investidos R$ 60 milhões somente na logística envolvendo a viagem e o período de aclimatação. Neste ano, foram destinados ainda R$ 150 milhões às confederações para projetos de treinamento e competições de preparação, R$ 12 milhões para o desenvolvimento das categorias de base e outros R$ 30 milhões especificamente em modalidades com mais chances de pódio. “As medalhas se conquistam nos pequenos detalhes”, aponta Sampaio, campeão olímpico em Barcelona-1992.

Qual é a meta de medalhas do COB?

Estamos trabalhando para encerrar os Jogos de Tóquio, quem sabe, com um número de medalhas maior do que conquistamos nos Jogos do Rio. Existe um equilíbrio muito grande em todas as modalidades. Não temos mais Usain Bolt ou Michael Phelps, que estavam muito acima dos seus adversários. As medalhas se conquistam nos pequenos detalhes, por isso estamos nos dedicando muito a esses pequenos detalhes. O período de aclimatação é muito importante, com alimentação, isolamento e proteção.

Em edições anteriores, o COB falava abertamente sobre a quantidade de medalhas que pretendia ganhar. Por que essa mudança de postura?

Nunca vi ninguém que fizesse uma previsão dessa acertar o número exato. Quando você fala isso, não está traçando uma meta, na verdade está fazendo uma aposta. Repito: nossa meta é melhorar o desempenho em relação aos Jogos anteriores. Entendemos que temos condições de ganhar mais medalhas do que conquistamos no Rio.

O COB vê as novas modalidades olímpicas, como skate e surfe, como fundamentais para que esse objetivo seja alcançado. Alguns dos principais nomes do mundo desses esportes são brasileiros

O brasileiro gosta de surfe e skate e temos grandes atletas, mas estarão em Tóquio os maiores atletas do mundo e tudo vai depender do momento. A gente sabe que o Brasil tem grandes atletas nessas modalidades. Olhamos para eles sempre com muita expectativa, mas ninguém ganha na véspera.

Com o calendário esportivo alterado por causa da pandemia, qual nível de competitividade o torcedor pode esperar nos Jogos de Tóquio?

Altíssimo nível. Mesmo em meio à pandemia, os grandes atletas dos principais países encontraram soluções para os seus treinamentos. Temos acompanhado eventos internacionais de diversas modalidades e os resultados têm sido muito bons. No atletismo, por exemplo, cerca de 30 brasileiros ficaram mais de 40 dias treinando e competindo nos Estados Unidos. Já o vôlei está na Itália, disputando a Liga das Nações com as principais seleções do mundo depois de um período de treinamento em Saquarema.

O mesmo vale para o judô, skate, surfe… Uma preocupação que tínhamos era que os atletas chegassem aos Jogos Olímpicos com ritmo de competição, porque uma coisa é treino e outra é campeonato. E, felizmente, a maioria das modalidades já retomou o seu calendário normal de competições internacionais.

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