Menores deixam de comer e de dormir para usar internet

Usar internet em controle atrapalha a alimentação e o sono
(Fotografia - iStock)

Controle parental pode ser alternativa para monitorar tempo que a garotada passa na web

Cerca de 80% das crianças entre 9 e 17 anos estão conectadas à internet, sendo que 97% nas classes sociais A e B, 85% na classe C e 51% nas classes D e E. Os dados são da Tic Kids Online-Brasil, pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet (CGI). O levantamento mostra ainda que 66% das crianças acessam a internet mais de uma vez por dia, principalmente pelo celular (83% dos entrevistados usam smartphones na hora de se conectar).

No que diz respeito a saúde, o tempo gasto ao celular pode ser prejudicial, já que 21% das crianças e adolescentes deixam de comer ou dormir por causa da internet e 17% dos entrevistados já fizeram buscas sobre formas de emagrecer.

Para os especialistas da Sociedade Brasileira de Pediatria, o ideal é limitar o tempo de exposição às mídias ao máximo de uma hora por dia, isso, para crianças entre 2 a 5 anos de idade. Para os adolescentes é preciso ficar de olho e não deixá-los isolados nos seus quartos ou permitir que ultrapassem as horas saudáveis de sono para ficar na internet.

Porém, quanto o controle é dificultado, principalmente entre os adolescentes, alguns aplicativos podem ajudar os pais e responsáveis nesse controle. Um exemplo desses foi desenvolvido pela startup AppGuardian. Disponíveis para Android e IOS (apenas na versão pais), o app possibilita que os pais verifiquem a localização dos filhos em tempo real, bloqueiem o acesso a aplicativos no celular e ainda tenham um relatório do tempo gasto no Youtube e demais redes sociais. Outra funcionalidade que pode auxiliar na organização da rotina é o Tempo de Tela. Com ela os responsáveis conseguem determinar quanto tempo querem que os filhos fiquem à frente das telinhas de forma personalizada.

“Nossa ideia é facilitar o dia a dia das famílias, possibilitando mais tranquilidade aos pais na hora de lidar com a rotina digital dos filhos. Sabemos que essa geração já nasceu conectada e encontrar o equilíbrio não é fácil, portanto, nada melhor que a tecnologia para ajudar os pais a se conectarem com os filhos”, conta Luiza Mendonça, CEO do AppGuardian.


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