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domingo, 16 maio, 2021

Melasma Ocular

Problema nem sempre é visível e pode ser confundido com olheiras

Por Leulittanna Eller Inoch 

Manchinhas irregulares na pele e de tom amarronzadas, essas características são conhecidas de quem tem o famoso melasma. Na grande maioria dos casos o problema de pele afeta áreas do rosto como bochechas e testa, mas o que pouca gente desconhece é que o melasma também pode afetar os olhos.

“A lente do olho produz uma imagem invertida, e o cérebro a converte para a posição correta. Na retina, mais de cem milhões de células fotorreceptoras transformam as ondas luminosas em impulsos eletroquímicos, que são decodificados pelo cérebro. Levando a informação principal ao melanócitos que tem muita luz. Com isso gera um aceleramento dessa célula ou seja para quem já tem uma pré disposição genética a uma melanina ou a patinhos do melasma , poderá ocasionar inflação nas células levando a região mais próxima vascularizada ( região orbicular)” Explica a Biomédica Cimara Campim

O melasma é um problema de pele comum, mas raramente se dá na região ocular e na maioria dos casos não é visível, podendo ser confundido com uma olheira, por exemplo. Uma das causas do melasma ocular, explica Cimara Campim, é a vascularização.

“Em um novo estudo que participei, cheguei a uma possível causa: Doença vascular. Uma das causas dessa pigmentação na região dos olhos. De acordo com as pesquisas, e diagnósticos de muitas de minhas pacientes, o melasma seria decorrente de uma alteração vascular nessa região em que a substância endotelina é liberada e estimula a melanina”

Algumas causas podem ser determinantes para que algumas pessoas desenvolvam e outras não, entre elas estão um processo inflamatório que desencadeia por exemplo, queimadura solar, alergia e irritação e os hormônios, visto que o melasma é mais comum nas mulheres no período fértil, na gravidez ou nas que tomam pílulas anticoncepcionais.

Apesar de não ser comum, o melasma ocular pode favorecer o aparecimento de outras doenças mais graves: “Hoje, estou bem preocupada com tantos índices de carcinoma e melanoma (câncer de pele) dentro do melasma. Fiz um levantamento dentro da minha clínica dos casos de diagnóstico feitos e cheguei em uma probabilidade de que a cada 100 pacientes que vão fazer um diagnóstico pra tratar o melasma, 40% deu início clínico. Este procedimento não oferece o diagnóstico, mas aumenta a capacidade de detectar uma lesão maligna, já que é possível acompanhar as manchas”. Explica Cimara Campim.

Pessoas com pele morena em tons mais escuros, como as africanas, as afrodescendentes, as de ascendência árabe, as asiáticas e as hispânicas que, por natureza, produzem mais melanina, tem grandes chances de desenvolver o problema.

O tratamento nem sempre é tão simples e requer diagnóstico de um especialista na área. O auto tratamento como o uso de produtos a base de ácidos, podem agravar a situação ao invés de ajudar.

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