Maracanã recebe gramado novo para jogos da Taça Rio

Foto: Felippe Costa / GloboEsporte.com

Estádio carioca está recebendo gramas nativas da Austrália, mas trazidas dos Estados Unidos para cultivo em Saquarema em 2006

Após sediar três eventos musicais no mês de fevereiro, o Maracanã passa por novos ajustes. Desta vez, o gramado do maior estádio do Brasil está sendo reinserido para que receba a quinta rodada dos jogos da Taça Rio. As partidas começam em 10 de março, e a troca do gramado teve início nesta quinta-feira (1º).

O gramado foi retirado para os eventos e a previsão é de que o processo de recolocação demore quatro dias, mas é provável que sejam gastos mais alguns dias para ajustes. Assim, o estádio poderá receber a partida entre Fluminense e Nova Iguaçu, que será realizada no dia 11 de março, às 19h30.

O sócio da Greenleaf, empresa reponsável pelo procedimento, Paulo Azeredo, explicou a opção pela troca da grama. “Se o gramado ficasse coberto por 72 horas, não seria preciso retirá-lo, mas temos um limite, pois ele morre sem o sol. Por isso, a melhor solução para deixá-lo em perfeitas condições foi essa. Estamos colocando uma grama nova, que já vem pronta da fazenda”, contou.

Grama

A grama foi cultivada em Saquarema e é a mesma utilizada em estádios como Arena Palmeiras, Mineirão, Morumbi e Mané Garrincha. A recolocação da grama está sendo conferida pelo presidente do Consórcio Maracanã, Mauro Darzé.

A grama inserida no estádio é conhecida pelo alto índice de crescimento, que produz um gramado com boa capacidade para recuperação de danos. Ela já vinha sendo utilizada no Maracanã desde 2013.

Copa do Mundo

Em 2017, uma matéria do Fantástico revelou que a reforma do Maracanã foi superfaturada. A investigação da corte mostrou que os recursos foram desviados na aquisição de serviços e produtos. Desta forma, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou a suspensão dos pagamentos de outros contratos com o governo do Rio que as empreiteiras envolvidas mantinham.

A reforma foi feita pelo Consórcio Maracanã, vencedor da licitação, e formado pelas empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta Engenharia. O orçamento original foi elevado de R$ 700 milhões para R$ 1,2 bilhão.

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