Manifestação reúne 120 mil pessoas em Vitória

Boatos de reações violentas de grupos pró governo durante as manifestações deste domingo não se concretizaram. Idosos, adultos, jovens e crianças foram às ruas em paz. 

Logo no início da tarde, bandeiras do Brasil já eram vistas ao lado de cartazes e faixas pelas ruas de Vila Velha pedindo o fim da corrupção, o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a prisão de Lula. Também houve balões em referência a Newton Ishii, o “japonês da federal” e o juiz federal Sérgio Moro, que coordena a Operação Lava Jato, foi o grande homenageado do dia, mas o apoio se estendia a Polícia Federal e ao Ministério Público. 

“Ele representa tudo o que o povo brasileiro precisa e quer: honestidade, passar a limpo o Brasil, lavar essa corrupção. A crise política está destruindo a economia do Brasil. E essa grande concentração de pessoas é um grito de que tem jeito sim. A gente merece, nosso país merece”, declarou a empresária Valdete Ferreira, 50 anos, que carregava uma das faixas em apoio a Moro.

Antes mesmo das 14h, centenas de manifestantes começaram a se dirigir para a entrada da Terceira Ponte, local de concentração para quem sairia em direção à Praça do Papa, na capital capixaba, para encontrar com outros grupos. E às 15 horas motociclistas entraram na ponte “puxando” a massa de manifestantes.

Da mesma forma que ocorreu durante todo o trajeto, na Praça do Papa, em meio a palavras de ordem, o Hino Nacional foi cantado por diversas vezes. O número oficial da Policia Militar é de que 120 mil pessoas participaram da manifestação neste domingo em Vila Velha e Vitória. A organização do evento “Fora Dilma” falou em 200 mil capixabas. Por qualquer uma das estimativas, essa foi a maior manifestação contra o atual governo já realizada em Vitória, superando o protesto de março de 2013, quando 100 mil pessoas se reuniram na capital capixaba. 

A Polícia Militar, que durante todo o percurso recebeu aplausos dos manifestantes, esteve presente a pé, em viaturas, cavalos e um helicóptero da PM circulava a região. 

E Pixuleco, o famoso boneco do ex-presidente Lula vestido de presidiário, foi visto em diferentes tamanhos. 

Pessoas de todas as idades participaram da manifestação. Aos 98 anos, dona Maria da Penha de Castro Pereira , resumiu o sentimento dos manifestantes: “Precisa mudar né, ninguém aguenta mais, a gente precisa dar um jeito nesse país. O Brasil não merece isso não”, declarou. 

Mais de 3,3 milhões de pessoas foram às ruas em pelo menos 250 cidades brasileiras e a manifestação na capital capixaba foi uma das maiores do país. A Avenida Paulista reuniu, segundo a PM, mais de 1,4 milhão de manifestantes, o maior ato do Brasil. A manifestação no Rio de Janeiro também superou um milhão de pessoas. 

As manifestações ocorrem no início da semana em que o processo de impeachment será retomado na Câmara, o que é prejudicial ao governo. A presidente Dilma Rousseff passou o dia no Palácio da Alvorada, em Brasília. Não fez pronunciamento nem apareceu em público. No fim do dia, reuniu ministros para avaliar o 13 de março pelo país. À noite, o Palácio do Planalto divulgou nota: “A liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser respeitada”.

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