5 de fevereiro: Dia Nacional da Mamografia

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No Brasil, mais de 4 milhões de mulheres nunca fizeram mamografia. - Foto: Reprodução

4 milhões de brasileiras nunca realizaram o exame

O câncer de mama é considerado o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo. No Brasil, entre os anos de 2018 e 2019, foram diagnosticados 60 mil novos casos, de acordo com levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mantendo a média dos últimos anos. No entanto, a última Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2013, mostrou que 4 milhões de brasileiras nunca realizaram o exame.

A realização do exame é fundamental para a prevenção do câncer de mama. Por isso, no Brasil, foi instituído o Dia Nacional da Mamografia – 5 de fevereiro. A data alerta para a importância da mamografia em um diagnóstico precoce. Sendo assim, as chances de cura aumentam muito, se tornando um grande aliado contra a doença.

Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de obter bons resultados. “Infelizmente é um número muito expressivo, visto que a saúde é um direito do cidadão comum e o exame de mamografia atua como uma grande ferramenta e indicador no norteamento da doença”, afirma Dr. Libório Mule Jr., coordenador de Diagnóstico por Imagem do Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV).

Na opinião do médico, ainda há um receio quanto à prática do exame. “Algumas mulheres ainda se queixam de dor durante a mamografia, por conta da maior sensibilidade, ou até mesmo pelo perfil denso das mamas”. Mesmo assim, Dr. Libório reforça que o exame deve ser realizado anualmente a partir dos 40 anos. Já nos casos em que há histórico da doença na família, a mulher deve fazer a mamografia a partir dos 35 anos.

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Autoexame auxilia não só na identificação de doenças malignas. Foto: Reprodução.
Autoexame

O médico especialista também esclarece que o autoexame nas mamas é importante, mas não substitui a mamografia. “O autoexame deve ser realizado após a primeira menstruação por mulheres de qualquer idade. Ele é fundamental não apenas para as doenças malignas, que geralmente acometem as mulheres na fase adulta, mas também auxilia no diagnóstico dos processos inflamatórios ou nódulos benignos, alertando para a necessidade de outros exames”.