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sexta-feira, 14 agosto, 2020

Mais recursos impulsionam avanço do setor de ciência e tecnologia

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Em 2017, Estado apostou na modernização de leis e na ampliação de investimentos para apressar a chegada do futuro

Quase uma década atrás, o governo estadual lançou o programa Nossa Bolsa, que oferece vagas gratuitas em faculdades particulares para estudantes que saíram do ensino médio da rede pública. Em novembro de 2017, o programa atingiu um novo patamar e agora abrange também a iniciação científica e o mestrado. Além disso, foram incluídas as graduações à distância.

Outro destaque do ano foram as discussões, em todo o Espírito Santo, acerca da proposta de atualização da Lei de Inovação estadual, colocando-a em sintonia com a legislação federal. As propostas pretendem facilitar a aquisição de produtos destinados à realização de pesquisas científicas e tecnológicas. Outra boa notícia foi o avanço da constituição do Parque Tecnológico de Vitória, em Goiabeiras,
que deve ser inaugurado no fim de 2018.

Ciência e tecnologia
Em setembro, a Prefeitura de Vitória anunciou a construção do Centro de Inovação, primeiro prédio do Parque Tecnológico, que deve ser concluído até o início de 2019

Nossa Bolsa

Até o momento, o programa beneficia 72 dos 78 municípios capixabas e já formou mais de 6.000 estudantes, além dos 3.000 que ainda cursam a graduação. Em 2017, outros 888 se formam. A parceria abrange 40 instituições e 56 cursos, em diferentes áreas.
A previsão é que até 2018 o Estado invista R$ 23,4 milhões no Nossa Bolsa para ampliar seu alcance, abrangendo pesquisa e extensão, e fomentar o desenvolvimento do ensino superior capixaba. São mais de 1.000 bolsas de graduação presencial e à distância,
com duração de até cinco anos; 100 de iniciação científica, com duração de 12 meses, e 25 bolsas de mestrado, com duração de até 24 meses.

Lei da Inovação

Desde setembro, a Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) promove um ciclo de debates sobre a nova Lei da Inovação Estadual. O objetivo é atualizar a lei capixaba em conformidade com a legislação federal sancionada em janeiro de 2016 – conhecida como o novo Marco Regulatório da Ciência, Tecnologia e Inovação brasileiro – para assim aumentar a produção científica e tecnológica do Estado. O último encontro será em Vitória, no fim de janeiro, e em seguida a proposta da nova lei será apresentada à Assembleia Legislativa, para votação.

“Vamos divulgar a construção do Centro de Inovação no mercado regional e nacional. Queremos que os empresários e investidores conheçam e se interessem pela estrutura”
José Vicente Pimentel, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV)

O principal intuito das mudanças é desburocratizar os processos de licitação, compra e importação de produtos destinados à pesquisa científica e tecnológica a partir da alteração de pontos da Lei de Licitações. Também há previsão da possibilidade de que, mediante remuneração, acadêmicos possam desenvolver pesquisas dentro de empresas, e que laboratórios universitários sejam utilizados pela indústria para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Apoio a startups

Outra boa novidade que o ano trouxe foi o lançamento do programa Sinapse da Inovação, com o objetivo estratégico de diversificar a matriz econômica estadual pelo estímulo ao empreendedorismo inovador. A iniciativa, uma parceria da Secti e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) com a Fundação Certi, de Santa Catarina, seleciona boas ideias de cidadãos, estudantes, professores e pesquisadores de todos os níveis do ensino público e privado para transformá-las em negócios de sucesso. Entre as mais de 1.200 ideias submetidas, 40 foram escolhidas para receber orientação especializada e recursos de até R$ 50 mil (totalizando um investimento de R$ 2 milhões).

A Fapes também ofertou 100 bolsas de mestrado e 40 de doutorado pelo Programa de Capacitação de Recursos Humanos na Pós-Graduação (Procap). O investimento é oriundo do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Funcitec).
São R$ 4,2 milhões para bolsas de doutorado e R$ 3,6 milhões em bolsas de mestrado. Pesquisas coordenadas por mestres e doutores puderam concorrer ao Edital Universal com recursos de R$ 2 milhões do Funcitec. Em 2017, foram 76 propostas habilitadas para participar do edital.

OrçamentoParque tecnológico em 2018

Até o fim do próximo ano, o Parque Tecnológico de Vitória vai ter a sua primeira obra concluída, com o Centro de Inovação já em funcionamento. Essa é a previsão da prefeitura, que autorizou a construção em setembro. Com prazo de 18 meses, o orçamento ficou em R$ 5,4 milhões, com recursos federais.

“Temos prevista toda uma programação para o ano que vem. Vamos divulgar a construção do Centro de Inovação no mercado regional e nacional. Queremos que os empresários e investidores conheçam e se interessem pela estrutura”, afirmou o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), José Vicente Pimentel. Segundo ele, a CDV vai realizar simpósios, workshops e conferências ao longo do ano para apresentar o parque a possíveis parceiros, representantes de outros centros de tecnologia e empresas interessadas. “O objetivo é deixar bem claro para Vitória que o município contará com algo muito importante”, frisou.

Orçamento estadual para Ciência, Tecnologia e Inovação
Fonte: Governo do Estado

Centro de inovação

Pimentel afirma que muitas empresas estão interessadas em fazer parte do novo Centro de Inovação. Mas, por enquanto, ele avalia que o local suporte por volta de 25 empresas de médio porte. E esclarece que o centro não é uma incubadora. “No local, teremos empresas que já não sejam mais startups. O modelo do Centro de Inovação o assemelha mais a uma aceleradora”, disse.

Serão três andares de mais de 700 metros quadrados, sendo que o primeiro deles é um ponto de encontro com salas de aulas e de reuniões, auditórios e escritório de negócios. Os outros andares estão destinados à instalação das empresas.


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