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sábado, 20 DE julho DE 2024

Liderança tóxica: um estilo que ainda desfila por aí

Um bom líder é aquele que reconhece o valor de cada um para o todo e em quem as pessoas se espelham para se tornarem melhores

Por Douglhas Moraes

Quando falamos em governança corporativa falamos de princípios, normas, estruturas e processos pelos quais as organizações são geridas, balizando as ações de seus agentes em todos os níveis para o equilíbrio do interesse de todos.

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Conforme o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, cinco princípios básicos devem nortear as melhores práticas de governança. São eles: Integridade, Transparência, Equidade, Responsabilização e Sustentabilidade.

Dentre esses princípios, a equidade remete a uma abordagem diferente com cada pessoa da organização conforme suas relações, mas em todas elas pautadas pelo senso de justiça, igualdade de direitos e oportunidades, respeito, inclusão, diversidade e pluralismo.

Um estilo de liderança na contramão desses princípios e que ainda vemos “desfilar” por aí é a liderança tóxica. Geralmente este modelo de gestão se caracteriza por comportamentos abusivos, autocráticos, concentração de poder e pelo personalismo, onde imperam as ordens e posições do chefe. Nesses ambientes é comum observarmos a ausência de respeito e a presença do medo, atitudes discriminatórias e elevada exposição.

O líder tóxico atua como se a sua posição hierárquica fosse a carta branca para atitudes abusivas e assediadoras, desviando-se da missão de gerir as necessidades do time e de seu desenvolvimento em prol de um objetivo comum.

O reflexo desse comportamento produz uma equipe desmotivada, a deterioração do clima organizacional, um elevado turnover e desemboca nos resultados pífios do time e da organização.

A governança corporativa possui a responsabilidade de zelar pela missão, visão e valores de uma organização. Esse tripé traduz aos colaboradores e à sociedade a razão de existir da empresa, aonde se quer chegar e quais valores farão parte dessa jornada. Comportamentos que destoam dessas premissas, se não identificados e tratados, poderão comprometer o negócio como um todo.

Por esse motivo, é fundamental que as empresas acompanhem não apenas os indicadores de resultados, mas também o comportamento de seus líderes e o clima organizacional.

Em muitas organizações, é nas pesquisas de clima que tal comportamento é denunciado. Atualmente, diversas organizações têm disponibilizados canais apropriados para tais registros, resguardando sigilo, anonimato e encorajando as pessoas a denunciarem.

É fundamental que tais canais sejam independentes e íntegros para resguardar a isonomia e imparcialidade das apurações; e que tenham autonomia para propor melhorias e ações corretivas.

É papel fundamental de todo e qualquer líder atuar em prol da equipe, suprindo suas necessidades, capacitando-a e engajando-a para um caminhar junto na mesma direção.
Um bom líder é aquele que reconhece o valor de cada um para o todo e em quem as pessoas se espelham para se tornarem melhores. Ele engaja todos para um mesmo propósito, que celebra conquistas e que faz da empresa um lugar agradável, humano e empolgante para se trabalhar.

Douglhas Zatta de Moraes é diretor da ABRH-ES, administrador e executivo de gestão em saúde.

 

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