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terça-feira, 26 janeiro, 2021

Leis da atração dos votos: a fuga dos polos e a força centrípeta para 2022

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Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Recado dado pelo eleitor vai movimentar o tabuleiro político para corrida presidencial. Passada a disputa municipal, é hora de as candidaturas começarem a ganhar corpo e forma

Por Roberto Carlos Teles

As disputas municipais de 2020 entregam importantes recados do eleitorado a quem já se paramenta para a corrida presidencial de 2022.  Embora obviamente não crave sentenças, o resultado nas urnas mostrou que os extremos opostos não atraíram, um importante sinalizador para as movimentações e aproximações partidárias já neste ano de 2021, articuladas tanto pelas convicções e aderências ideológicas quanto pelo pragmatismo político.

Sim, Bolsonaro foi derrotado nos dois grandes centros urbanos, com os reveses retumbantes e emblemáticos de seus apoiados, os republicanos Marcelo Crivella no Rio e Celso Russomano em São Paulo, este último saindo do páreo ainda no primeiro turno.

Isso significa que o presidente está fora do jogo em Brasília? Não! Em condições normais de temperatura e pressão, pode até perder  parte do apoio pelo caminho, mas deve preservar uma base fiel do eleitorado, na casa dos 30%, 35%, um quinhão significativo que o credencia a assumir uma cadeira no segundo turno.

E aí a guerra seria pela segunda vaga. Outros três ou quatro polos tendem se erguer para o enfrentamento. Um deles pode ser liderado pelo PSDB, com João Doria. O governante de São Paulo exerce um mandato com intenso choque com o governo federal. Choque anafilático, tendo como princípio ativo o imbróglio da vacina Coronavac.

O tucano tenta emplacar seu nome para 2022, porém as pesquisas ainda o posicionam como um ator local, inclusive visto com certa desconfiança na capital paulista. A vitória do correligionário Bruno Covas sobre Guilherme Boulos (Psol) não pode ser creditada na conta do governador. Caso Dória não faça vingar sua candidatura, abre brecha no ninho tucano para o sempre atento Luciano Huck, que também pode correr para o lado do Cidadania.

No terceiro bloco, está um pragmático player de peso: o Centrão, que saiu extremamente triunfante nas últimas eleições. Antítese do anarquismo, seu modus operandi na linha pró-governo com pró-benesses deve dar as cartas. O grupo pode estar com Bolsonaro em 2022 se o presidente continuar competitivo, ou então trocar de divisa e abraçar um outro projeto, desde que viável nas urnas.

Assim nem uma aliança com a esquerda pode ser descartada – vide o apoio em outrora a Lula. Pêndulo importante, de quem é impossível  se cobrar coerência ideológica, o Centrão deve só apontar sua seta quando 2022 der as caras.

E quem não está esperando por 2022? Além de Bolsonaro, que está em franca campanha, temos Ciro Gomes (PDT), que hoje ensaia uma aliança com o PSB e PCdoB e alguns partidos de centro-direita como o DEM, numa mobilização bem semelhante à de Huck.

Aliás, os Democratas vão ser o fiel da balança. Tiveram expressivas vitórias no Rio, Salvador, Florianópolis e Curitiba e apresentam duas lideranças nacionais com boa capacidade de articulação, Rodrigo Maia e ACM Neto, além de Luiz Henrique Mandetta e Ronaldo Caiado. O DEM é a noiva de 2022, pode se casar com Ciro (pouco provável) ou com Dória, dar as mãos à candidatura própria ou adentrar com uma candidatura de Bolsonaro.

No campo da esquerda, as eleições mostram claramente o crescimento do Psol. O xadrez está aberto. Se PT, PDT, Rede, Psol e PCdoB vão se entender, ainda não se sabe. Se há agulha e linha para essa costura, o tempo há de dizer. Normalmente há entreveros que desconsertam esse alinhavado.

Caso a esquerda forme esse bloco histórico, com o ajuntamento também da centro-esquerda, há grande possibilidade de a coalizão seguir para o segundo turno. Se “desfilar” em bloquinhos, é enorme o risco de o quadro visto no Rio de Janeiro se reproduzir em nível nacional, qual seja: pela primeira vez após a redemocratização, a esquerda não teve um representante no segundo turno na capital fluminense.

Esse é o retrato do momento, com acenos expressivos. Mas, como tudo que é sólido se dissolve no ar, é esperar para ver quem manterá o gás até lá. A corrida exige fôlego, e 2022 é logo ali.

Roberto Carlos Teles é geógrafo, mestrando em Administração Estratégica do Setor Público e Privado pela Fucape e um dos fundadores do Projeto Universidade Para Todos

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