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domingo, 24 outubro, 2021

Jornada híbrida é terceira via no pós-pandemia

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A tendência traz oportunidade de inovar nas relações de trabalho e fortalecer os vínculos com a empresa

Por Erik Lorenzon

Um ano e meio de pandemia foi tempo suficiente para mudar paradigmas nas relações de trabalho: a necessidade de distanciamento social impôs o home office e todas as adaptações que se fizeram necessárias para o serviço remoto. Porém, com o avanço da vacinação e as medidas de flexibilização das atividades econômicas, as empresas seguem voltando ao trabalho presencial.

Para não perder os benefícios em qualidade de vida e tempo adquiridos com o home office, o modelo híbrido, que intercala a jornada presencial e a remota, ganha força entre os empresários e funcionários das empresas. Afinal, qualidade de vida é, definitivamente, um fator que contribui para o sucesso das empresas, vide pesquisa divulgada pela Universidade da Califórnia identificou que trabalhadores felizes são, em média, 31% mais produtivos e vendem 37% mais.

O equilíbrio da balança entre felicidade dos funcionários x necessidades da operação da empresa pode ser a implementação do modelo híbrido. A modalidade de jornada que é o caminho do meio, uma terceira via para os executivos que enxergam a necessidade do presencial neste novo normal pós-pandemia.  Segundo pesquisa realizada pela Robert Half Consultoria com executivos de empresas no Brasil, Alemanha, Bélgica, França e Reino Unido, 95% veem o trabalho híbrido como permanente no cenário de emprego.

A tendência traz oportunidade de inovar nas relações de trabalho, fortalecer os vínculos com a empresa – afinal, felicidade reduz turnover – e abre caminho para a economia. Isso mesmo, com a redução da carga horária presencial é possível abrir mão dos escritórios tradicionais, bem como das burocracias e custos envolvidos, e inovar com espaços compartilhados, por exemplo. O coworking é uma modalidade “jovem” de fazer negócios, foi criada há menos de 20 anos em São Francisco, nos Estados Unidos, e neste cenário pós-pandêmico se mostra como alternativa viável para inúmeros perfis de empreendedores: desde startups, empreendedores individuais, médias e grandes empresas. Porém, além da economia, o coworking se mostra como um ponto de encontro de ideias e referências para os egressos do home office.

No cenário pós-pandemia, o modelo híbrido é a terceira via das relações de trabalho: uma alternativa leve e inovadora, com a liberdade, compromisso e autonomia necessárias em tempos de recuperação.

Erik Lorenzon é fundador do NaCapital Escritórios, graduado em Engenharia pela UFES, pós-graduado em Marketing pela SDA Bocconi de Milão e em Negócios de Incorporação pela FGV. Foi executivo de Novos Negócios na Lorenge Incorporadora, consultor de Tecnologia na HP, Sony, Vodafone, e British Telecom na Inglaterra, Alemanha e Itália.

 

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