ES deve receber cerca de R$ 57 bilhões em investimentos

A indústria foi o setor que somou maior volume de investimentos entre o total de anunciados, com R$ 55,3 bilhões, com destaque para construção civil (Fotografia - Shutterstock)

É o que mostra documento produzido com base em anúncios feitos no mercado

O Espírito Santo tem a expectativa de receber um total de R$ 57,3 bilhões em investimentos no período 2018-2023. É o que aponta o caderno “Investimentos Anunciados e Concluídos para o Espírito Santo 2018-2023” produzido pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e lançado nesta segunda-feira (24). O documento engloba projetos com valor igual ou superior a R$ 1 milhão, sejam públicos ou privados.

Os dados mostram a continuidade dos avanços no Estado. Isso porque, na carteira anterior (período 2017-2022), esse valor era de R$ 53,9 bilhões. Desses, um total de R$ 2,1 bilhões foram efetivamente concluídos (2018) e outros investimentos foram somados à carteira ou tiveram seus valores atualizados, totalizando R$ 57,3 bilhões em 512 projetos.

Neste aspecto, destaca-se o fato de 66,2% do total de investimentos anunciados para o período 2018-2023 já estarem em Execução (R$ 37,9 bilhões). Os outros 33,8% (R$ 19,3 bilhões) são considerados “em Oportunidade” – foram anunciados, mas ainda não foram iniciados.

A indústria foi o setor que somou maior volume de investimentos entre o total de anunciados, com R$ 55,3 bilhões. Dentro desse segmento, destaca-se a superioridade do segmento de construção, com R$ 24,6 bilhões e indústrias extrativas, com R$ 21,1 bilhões anunciados.

Já entre os investimentos em execução, os que possuem maior valor são os das indústrias extrativa (especialmente petróleo e gás) e de transformação, além da construção.

O estudo é uma parceria do IJSN com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes), órgão do Governo responsável pela atração de projetos dinamizadores da economia e por ações que promovam a descentralização e harmonização do desenvolvimento.

O diretor-presidente do IJSN, Luiz Paulo Vellozo Lucas (Fotografia – Renato Cabrini)

O diretor-presidente do IJSN, Luiz Paulo Vellozo Lucas, destaca que o documento confirma as vocações do Espírito Santo, especialmente no que diz respeito ao complexo minero-siderúrgico e ao de petróleo e gás. “Muito embora a produção de petróleo tenha caído, os investimentos nesta área ainda são os mais significativos, tanto da Petrobras quanto da Shell. Outro destaque é para o setor de construção, com um grande empreendimento em execução em Vila Velha, e os investimentos vinculados à logística, como a duplicação da BR 101”, assinala.

O secretário de Desenvolvimento, Heber Resende, acredita que o documento hoje apresentado é um importante retrato da dinâmica da nossa economia. “O levantamento agrupa dados relevantes sobre os investimentos que estão por vir e os setores que serão responsáveis pelos projetos relevantes da carteira de negócios nos próximos anos. É uma bússola para entender a situação do Espírito Santo em curto prazo”, complementa.

Do ponto de vista da geografia econômica do Estado, o caderno aponta que 71,3% dos investimentos anunciados estão em microrregiões não-metropolitanas. A microrregião Litoral Sul é a que possui o maior volume de investimentos anunciados (40,7% do total do Estado). Os destaques da região são as atividades petrolíferas, infraestrutura portuária e rodoviária, energia, além de cultura, educação e agronegócio.

O secretário de Desenvolvimento, Heber Resende (Fotografia – Renato Cabrini)

Na segunda posição, aparece a microrregião Metropolitana com 28,7% do valor dos investimentos anunciados. A terceira posição é ocupada pela Microrregião Rio Doce com 16,3% do valor total de investimentos.

Entre os investimentos com valor igual ou superior a R$ 1 milhão, públicos e privados, o levantamento do IJSN apontou um total de R$ 2,1 bilhões em investimentos concluídos no ano de 2018 no Espírito Santo, em 108 projetos. Dentre os concluídos naquele ano, destaque também para a indústria, com R$ 1,8 bilhão, especialmente em construção (R$ 1,6 bilhão).


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