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domingo, 23 junho, 2024

A influência de Lula, Bolsonaro e Casagrande nas eleições de Vitória

Levantamento apontou influência de parlamentares na disputa pela Prefeitura de Vitória

Por Robson Maia

A pesquisa eleitoral divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta quinta-feira (23) mostra muito além do cenário que aponta a reeleição do atual prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). O levantamento aponta a influência de outros gestores na corrida eleitoral pela prefeitura da capital capixaba, como o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Impacto do Palácio Anchieta

No impacto de uma eventual indicação por parte de Casagrande, o levantamento, que contou com 800 eleitores com mais de 16 anos na capital,  mostrou que 25% dos entrevistados votariam “com certeza” no candidato apoiado pelo governador do estado, enquanto 43,8% disseram que “poderiam votar”.

O candidato de Casagrande na disputa, até recentemente, era o deputado estadual e vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa (Ales), Tyago Hoffmann (PSB). Contudo, o deputado estadual anunciou a retirada da pré-candidatura na última semana após um pedido que partiu do próprio governador.

Em entrevista à ES Brasil, Hoffmann confirmou pré-candidatura em Vitória, rechaçou impossibilidade de candidatura do PSB e discursou sobre polêmica envolvendo PL dos elevadores 
Hoffmann anunciou retirada da pré-candidatura a pedido de Casagrande – Foto: ES Brasil

Assim, o apoio do governador capixaba é incerto na disputa pelo Executivo da capital. Nos últimos dias, especulações dão conta de que o ex-prefeito Luiz Paulo (PSDB), que tem realizado articulações por uma frente ampla na disputa, poderia ser o nome escolhido pela cúpula do Palácio Anchieta para as eleições no município.

Além disso, essa ideia é reforçada pela aproximação entre Hoffmann e Luiz Paulo, observada nas últimas semanas. Vale lembrar que Hoffmann saiu da disputa para ser uma espécie de representante de Casagrande nas eleições municipais, sobretudo no interior capixaba.

Luiz Paulo, contudo, apenas figurou nas pesquisas. O candidato tucano aparece com 0,5% no cenário espontâneo, quando não são apresentadas opções aos entrevistados. Já nas pesquisas estimuladas, quando os entrevistados têm acesso aos nomes envolvidos na disputa, o ex-prefeito variou entre 6,6% e 7,5%.

A influência de Lula, Bolsonaro e Casagrande nas eleições de Vitória

Impacto nacional

Já a influência de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem cartas marcadas no jogo político na capital. É que o partido de ambos possuem candidaturas próprias no município. Enquanto o deputado estadual João Coser é a aposta dos petistas na disputa, o deputado Capitão Assumção é o nome dos bolsonaristas na capital.

O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostrou que, 26,5% dos entrevistados votariam “com certeza” no indicado de Bolsonaro, enquanto 21,8% votariam “com certeza” no indicado de Lula.

Com números parelhos em indicação, são os números de rejeição que mostram um cenário mais nítido: 50,5% “jamais votaria” em um indicado do Lula, enquanto 43,1% “jamais votaria” em um indicado de Bolsonaro.

Fato é que os candidatos da polarização política brasileira estão, hoje, distantes do favorito à reeleição, Lorenzo Pazolini. No cenário de pesquisa espontânea, Coser aparece com apenas 4,1%. Nesse mesmo cenário, Assumção sequer pontuou. Pazolini tem 20,1%.

A influência de Lula, Bolsonaro e Casagrande nas eleições de Vitória

Já nas pesquisas estimuladas, os números da intenção de voto em Coser variaram entre 17% e 19,5%. Já Assumção figurou com números entre 7,1% e 7,5%. Pazolini tem entre 47,1% e 48,9%.

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