Aumento nas vendas anima a indústria moveleira

De janeiro a setembro de 2019, o setor obteve crescimento de 3,0% em relação ao mesmo período do ano passado

A indústria moveleira obteve crescimento de 3,0% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC/IBGE)

Um ano positivo para a indústria moveleira capixaba. O volume de vendas do comércio de móveis no Espírito Santo, que já havia crescido 10,9% no acumulado do ano de 2018, em relação a 2017, manteve-se em alta. De janeiro a setembro de 2019, o setor obteve crescimento de 3,0% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC/IBGE). Um indicativo de recuperação econômica que anima o empresariado capixaba.

Diferentemente do cenário capixaba, o volume de vendas no comércio do setor de móveis no Brasil caiu 3,3% no acumulado de 2018 em relação a 2017. Mas a atividade nacional se recupera em 2019, influenciada principalmente pela baixa base de comparação de 2018. De janeiro a setembro de 2019, o comércio de móveis nacional cresceu 4,6% em relação ao mesmo período de 2018.

Em relação às transações com o exterior, o setor de móveis capixaba exportou US$ 3,5 milhões no acumulado de 2018 e importou US$ 3 milhões. O resultado da balança comercial naquele ano, portanto, foi superavitária: US$ 500 mil.

Porém, o desempenho preliminar de 2019 ainda não trouxe um saldo positivo. De janeiro a outubro de 2019, o setor importou US$ 4,5 milhões e exportou US$ 2,9 milhões, resultando em um déficit de US$ 1,6 milhão. Os principais países exportadores para o Espírito Santo são China, Hong Kong, Estados Unidos e Taiwan. Já os principais compradores dos produtos capixabas são Colômbia, Peru, Cuba, México, Paraguai, Chile e Catar.

Empresariado confiante

Na avaliação do presidente da Câmara Setorial da Indústria Moveleira (Findes), Luiz Rigoni, o segundo semestre de 2019 foi mais aquecido, com um aumento no consumo. “Tivemos conquistas importantes ao setor. Mesmo com o cenário de crise, que ainda rendeu um primeiro semestre mais fraco, temos inflação controlada e juros declinando, o que permitiu uma melhora no segundo semestre. De agosto para cá as vendas aumentaram. Aos poucos vamos recuperando o tempo perdido. Foram quatro anos muito ruins para a indústria de móveis”, explica Rigoni, que também é diretor-presidente da Móveis Rimo, indústria localizada em Linhares.

Ele considera que, se a economia continuar com essas perspectivas atuais para o empresariado, quem ficou no mercado se recupera em dois anos. “A resposta em uma crise é se ajustar mais, criar produtos, para se manter no mercado.” O empresário explica que, ao longo de 2019, investiu na aquisição de novas duas máquinas, para a produção de móveis planejados, mesmo com investimentos anteriores ociosos. “Mesmo com 50% da ociosidade, decidimos investir tecnicamente na nossa produção. Seguimos no caminho na indústria 4.0, para termos certeza de seguir competindo no mercado. Voltamos a contratar, o que é um indicativo positivo. Acreditamos que teremos um crescimento de 8% na empresa em 2020, apostamos em um aumento nas vendas”, contou Rigoni.

Em Colatina, o proprietário da CAP Móveis, Israel Moreira Junior, defende que o setor vive um panorama de crescimento, porém sem euforia. “Diferentemente dos últimos dois anos, o primeiro trimestre de 2020 já desponta com crescimento. Temos um indicativo de que o segundo semestre do ano que vem será ainda melhor. A confiança do consumidor aumentou muito. Durante 2019, realizamos uma renovação de 30% da nossa frota de transporte, que leva mão de obra e mercadoria para a instalação de nossos móveis”, explica o empresário, que trabalha com marcenaria por encomenda.

Entre as conquistas de 2019, Luís Cláudio Magnago Andrade, executivo da Câmara Setorial da Indústria Moveleira (CSI Moveleira/Sistema Findes), destaca a consolidação da Placas do Brasil, inaugurada em meados de 2018. “A produção de matéria-prima, para uma boa parte da indústria moveleira, possibilita uma redução significativa do custo logístico.” Confira a entrevista completa em www.esbrasil.com.br/desempenho-setor-de-móveis.

Novos postos de trabalho
De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged/Ministério da Economia), de janeiro a setembro de 2019, houve a geração de 199 postos de trabalho formais no setor de móveis do Espírito Santo. Somente a Rimo contratou 25 profissionais.
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