ES é o 2° estado com maior liberdade econômica do país

ES é o 2° estado com maior liberdade econômica do país
Espírito Santo só perde para o Amapá (Foto - Renato Cabrini)

Índice valia as condições de se empreender e ter sucesso no mercado e o grau de interferência estatal

Amapá, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Paraíba são os cinco primeiros Estados no ranking que detêm maior liberdade econômica e desfrutam de maior prosperidade. É o que aponta o Índice de Liberdade Econômica Estadual (IMLEE) do Brasil. O levantamento aferido pelo Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (CMLE) analisa e avalia as condições de se empreender e ter sucesso no mercado e o grau de interferência estatal.

O indicador mostra em que medida as políticas dos Estados foram, em 2017, capazes de apoiar a liberdade econômica e a capacidade dos indivíduos agirem na esfera econômica sem restrições indevidas.

É um índice que ajuda a avaliar as condições de se empreender e ter sucesso no mercado e o grau da interferência estatal. Com variação de zero (menos liberdade) a dez (mais liberdade) também tem como finalidade a comparação de jurisdições estaduais do país

O relatório 2019 é baseado em dados de 2017 (ano mais recente de dados comparáveis disponíveis) e mede a liberdade econômica (níveis de escolha pessoal, capacidade de entrar em mercados, respeito à propriedade privada, estado de direito, etc.), analisando as políticas dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal.

O Estado com melhor posicionamento, o Amapá, atingiu nota 7,94 – ou seja, ainda é necessário melhorar para atingir a nota 10 (máxima liberdade econômica). O Espírito Santo ocupa a segunda posição com nota 7,79 e, São Paulo, em terceiro lugar, com nota 7,71.

Entre os três primeiros colocados, podem-se verificar características fundamentais de liberdade econômica que reforçam a nota, como por exemplo, o tamanho do governo desses estados, que no Amapá vale 9,18, no Espírito Santo fica em 8,91, já São Paulo recebeu 8,46. Contudo, a nota de mercado de trabalho acaba por derrubar a média, no caso do Amapá, consideravelmente, já que fica em 5,79. O Espírito Santo ficou com 7,22 e São Paulo apresentou a maior nota dos três com 7,51.

Já o Piauí, Tocantins, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul figuram como os estados com menor liberdade econômica em 2019, ocupando as últimas posições do ranking. Rio Grande do Sul, é um caso que merece destaque, pois é uma das unidades da federação mais famosas e relativamente rica, porém que se desencaminhou após sucessivas administrações estaduais (e municipais), sofrendo com sérios problemas de finanças públicas.

O coordenador do CMLE e um dos responsáveis pelo IMLEE brasileiro, Vladimir Fernandes Maciel, ressalta que antes de qualquer coisa é preciso lembrar que o Brasil é classificado no grupo dos países com menor liberdade econômica no Índice Mundial da Fraser, ocupando a posição 120 no relatório 2019, lançado em outubro.

“Nossa posição no ranking mundial é muito baixa e o índice estadual serve como um reflexo da situação dos estados brasileiros em termos do que estão menos ativos em liberdade econômica. Os melhores colocados no ranking não podem ser tratados como descolados do Brasil como um todo, mas como aqueles que estão ‘menos ruins na fotografia’ que obtivemos no estudo. Ou seja, são estados em que empreender é relativamente menos sujeito a empecilhos causados pela grande presença estatal em nossa economia”.

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